Embora a popularidade da Copa do Mundo continue crescendo, a Fifa, que organiza o torneio, talvez nunca tenha sido tão criticada. Mas reformar a entidade não é tarefa simples.
Gianni Infantino tem sido alvo de muitas críticas externas, mas parece intocável dentro da FifaFoto: Takuya Yoshino/AP Photo/picture alliance
Toda essa paixão pelo futebol acabou desviando o foco de questões que marcaram a preparação para o torneio. Muitos argentinos tiveram vistos negados para acompanhar Messi, a mãe de Vozinha só conseguiu autorização especial para viajar após o destaque do filho na competição, e os fãs que aparecem nas imagens costumam ser justamente aqueles que conseguem pagar os altos preços dos ingressos.
Relação entre Infantino e Trump desgasta confiança
A credibilidade da Fifa também foi afetada pela proximidade entre seu presidente, Gianni Infantino, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A decisão de conceder a Trump o primeiro Prêmio da Paz da Fifa, em dezembro passado, poucos meses antes do início de um conflito envolvendo o Irã — país participante da Copa — foi considerada unilateral por críticos e teria aprofundado a desconfiança dentro e fora da entidade.
Trump esteve em destaque quando o Chelsea ergueu o troféu do Mundial de Clubes no ano passadoFoto: Seth Wenig/AP/picture alliance
Ao mesmo tempo, a Fifa está preparando o caminho para a Copa de 2034 na Arábia Saudita. Para isso, decidiu distribuir jogos da edição anterior por Europa, África e América do Sul, o que eliminou concorrentes potenciais. Infantino também deverá permanecer no cargo além do limite tradicional de 12 anos, sem enfrentar oposição relevante.
Como a Fifa mantém seu poder?
A Fifa é responsável tanto pelo desenvolvimento global do futebol quanto pela exploração comercial do esporte. Para muitos especialistas em governança, essa combinação concentra poder excessivo em uma única organização.
A Copa do Mundo é a principal fonte de receitas da entidade. Mais recentemente, a Copa do Mundo de Clubes ampliada tornou-se outra importante fonte de renda.
O problema, segundo jogadores e sindicatos, é que o calendário ficou excessivamente congestionado.
"Não acho que os jogadores sejam realmente ouvidos, para ser sincero", afirmou o atacante inglês Harry Kane antes da realização do torneio de clubes.
A estrutura da Fifa também reforça o poder de sua liderança. Cada uma das 211 federações nacionais filiadas tem direito a um voto na eleição presidencial realizada a cada quatro anos. Essas federações recebem recursos financeiros por meio de diversos programas da entidade.
Cabo Verde empatou com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita e se classificouFoto: Marco Bello/REUTERS
Para Miguel Maduro, ex-presidente do Comitê de Governança e Revisão da Fifa, o dinheiro é a base do sistema de poder da organização.
"A dimensão comercial é o alicerce do sistema de poder da Fifa. O dinheiro é usado pelos presidentes para acumular e consolidar poder", afirmou à DW.
Segundo ele, esses recursos sustentam uma rede de patronagem que recompensa aliados e desestimula críticas, explicando por que presidentes em exercício raramente enfrentam oposição.
União Europeia poderia pressionar a Fifa?
Assim como Maduro, Nick McGeehan, da organização de direitos humanos FairSquare, acredita que qualquer reforma significativa precisará vir de fora da entidade.
Para ele, a União Europeia seria uma das poucas instituições capazes de impor mudanças.
"É necessária uma intervenção política. Não há outra forma de consertar a Fifa", disse à DW.
A FairSquare apresentou uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa sobre a relação de Infantino com Trump. Separadamente, grupos de torcedores europeus também encaminharam reclamações à Comissão Europeia sobre o elevado preço dos ingressos da Copa.
Até o momento, porém, Bruxelas tem evitado indicar qualquer intenção de confrontar diretamente a entidade máxima do futebol.
UEFA e Fifa vivem tensão crescente
As relações entre a Fifa e a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA)também atravessam um momento delicado.
Lionel Messi tornou-se o maior artilheiro da história da Copa do MundoFoto: Maria Lysaker/IMAGN Images/REUTERS
No ano passado, representantes da UEFA abandonaram um congresso da Fifa em protesto contra Infantino, a quem acusaram de priorizar "interesses políticos privados" após uma viagem diplomática ao Oriente Médio ao lado de Trump.
Segundo Geoff Walters, professor de negócios esportivos da Universidade de Liverpool, qualquer ruptura dentro do futebol mundial teria que partir da UEFA ou de uma coalizão de federações europeias.
Mas ele ressalta que desafiar a Fifa pode trazer custos elevados, como perda de influência política ou de oportunidades para sediar grandes eventos internacionais.
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Uma separação seria viável?
Apesar das tensões, um rompimento parece improvável. A UEFA já enfrentou sua própria crise quando grandes clubes europeus tentaram criar uma Superliga independente em 2021. Além disso, a influência da Europa e da América do Sul não é tão dominante quanto parece.
A base de apoio político de Infantino está fortemente concentrada na Ásia e na África. Isso reduz a possibilidade de uma rebelião bem-sucedida liderada apenas pelas principais potências do futebol.
Também há preocupação com o impacto sobre países menores. Uma eventual divisão poderia comprometer programas de desenvolvimento e reduzir recursos para federações que dependem fortemente do financiamento da Fifa.
Os argumentos da Fifa
Infantino rejeita as críticas e afirma que a estratégia comercial da entidade beneficia o futebol global.
"Cada dólar que arrecadamos retorna ao futebol", disse antes do torneio.
Segundo ele, a Fifa investe em países que normalmente recebem pouca atenção internacional, como Sudão do Sul e Butão.
Palestinos assitem a um jogo da Copa em um campo de refugiadosFoto: Ramzi Abu Amer/JNA Press/Nexpher Images/Sipa USA/picture alliance
Por enquanto, essa continua sendo uma realidade difícil de contestar. Nenhuma outra organização possui alcance global semelhante nem recursos comparáveis para promover o futebol em tantos países.
Reforma ainda parece distante
Embora as críticas à Fifa estejam mais intensas do que em anos anteriores, especialistas acreditam que mudanças profundas continuam improváveis no curto prazo.
Sem a mobilização de governos, grandes federações ou figuras influentes do futebol, a estrutura de poder da entidade permanece amplamente intacta.
Por isso, mesmo em um momento de crescente insatisfação, a possibilidade de ruptura ou de reformas significativas ainda parece remota.
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Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Hannah Mckay/REUTERS
Japaão registra terremoto de magnitude 7,1
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, causando ao menos uma morte, mais de 100 feridos e o desabamento de prédios. Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a buscar abrigo. Um alerta de tsunami chegou a ser emitido, mas foi retirado posteriormente. (28/07)
Foto: Kyodo/REUTERS
Burnham e Zelenski se encontram pela primeira vez
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, recebeu o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, na base naval de Portsmouth, na Inglaterra. Foi o primeiro encontro entre os dois líderes, uma semana após Burnham assumir o governo do Reino Unido. "Estamos 100% com a Ucrânia", declarou ele, sinalizando apoio a Zelenski na guerra contra a Rússia. (27/07)
Foto: Simon Jones/REUTERS
Berlim homenageia vítimas de atentado
Centenas de pessoas participaram de uma vigília diante do Portão de Brandemburgo, em Berlim, para homenagear as vítimas do ataque à Parada do Orgulho LGBTQ+. Em meio a flores, velas e bandeiras do arco-íris, participantes fizeram apelos por unidade e advertiram contra tentativas de instrumentalização política da tragédia. (26/07)
Foto: John Macdougall/AFP
Atropelamento próximo à Parada LGBTQ+ deixa um morto e 15 feridos em Berlim
A Parada do Orgulho LGBTQ+ de Berlim foi interrompida após um motorista atropelar um grupo de pessoas no parque Tiergarten, próximo à dispersão do evento. Segundo a polícia, uma pessoa morreu e 15 ficaram feridas. O condutor fugiu após perder o controle do veículo e bater em uma árvore. As causas do incidente ainda são investigadas. (25/07)
Foto: Ralf Hirschberger/AFP
Incêndios forçam retirada de mais de 166 mil pessoas na Europa
Cerca de 200 mil pessoas foram evacuadas na França e na Espanha após incêndios florestais de grandes proporções atingirem áreas próximas a Bordeaux e Madri. As chamas avançam em meio à seca e a uma nova onda de calor, reforçando alertas sobre os efeitos das mudanças climáticas na intensificação de eventos extremos na Europa. (24/07)
Foto: Stephane Mahe/REUTERS
Tóquio registra recorde de hospitalizações por calor
Mais de 450 pessoas foram hospitalizadas por problemas relacionados ao calor em Tóquio em apenas um dia, recorde desde o início dos registros, em 2010. A marca foi registrada em meio a uma onda de calor que já deixou ao menos 14 mortos no Japão na última semana e foi classificada pelas autoridades como um "desastre". (23/07)
Foto: David Mareuil/Anadolu Agency/IMAGO
Mundo bebe cada vez menos cerveja
A produção de cerveja caiu 0,7% em nível global, totalizando 189,6 bilhões de litros em 2025, Esse número também inclui as cervejas sem álcool, que vêm ganhando popularidade em algumas partes do mundo. Cervejarias alemãs registraram em 2025 a maior queda nas vendas desde o início dos registros, em 1993. As vendas caíram 6% em comparação com o ano anterior, para cerca de 7,8 bilhões de litros.
Foto: Johnny Green/empics/picture alliance
Incêndios na Amazônia registram mínimo histórico
Os incêndios na Amazônia brasileira caíram em 2025 ao menor nível histórico dos últimos 41 anos, depois de ter batido recorde em 2024, apontou um relatório anual da rede de monitoramento ambiental MapBiomas divulgado nesta terça-feira. Foram 3,1 milhões de hectares incendiados, a menor área afetada no bioma desde o início dos registros por satélite da Amazônia, em 1985. (21/07)
Foto: AP
Rebeldes pró-Irã ameaçam bloquear portos sauditas
Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, elevando a tensão no Oriente Médio e pressionando o mercado de petróleo já afetado pela guerra entre Washington e Teerã e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. O grupo diz agir em retaliação ao bloqueio saudita de portos e ao ataque ao aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen. (20/07)
Foto: Planet Labs PBC/Handout/REUTERS
Copa 2026: Espanha derrota a Argentina e vira bicampeã
Em um jogo dramático, a Espanha derrotou a Argentina e se consagrou campeã na Copa do Mundo 2026. A vitória de 1 a 0 foi selada por um gol de Ferran Torres na prorrogação do segundo tempo, quando os jogadores já somavam quase duas horas correndo em campo. Torres havia entrado aos 17 minutos do segundo tempo, após ser acionado pelo técnico Luis de la Fuente. (19/07)
Foto: Hannah Mckay/REUTERS
STF nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que autorizasse o presidente da Argentina, Javier Milei, a visitar o ex-chefe de Estado, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Milei irá ao Brasil para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. (18/07)
Foto: Farid Dumat Kelzi/AP Photo/picture alliance
Fumaça de incêndios florestais no Canadá escurece céu de Nova York
Uma densa fumaça proveniente de centenas de incêndios florestais no Canadá encobriu uma extensa faixa dos Estados Unidos, do Meio-Oeste ao Nordeste, levando autoridades a alertar a população a permanecer em ambientes fechados sempre que possível e evitar o ar prejudicial à saúde. (16/07)
Foto: Mike Segar/REUTERS
Em virada emocionante, Argentina vai à final contra Espanha
Numa virada surpreendente nos últimos minutos de um jogo tenso, a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1, em Atlanta, e se classificou para a final da Copa do Mundo de 2026, que disputará contra a Espanha. Tricampeã, Argentina busca o segundo título consecutivo — algo que até hoje só Brasil e Itália conseguiram. (15/07)
Foto: Ismael Adnan/Shutterstock/IMAGO
Espanha neutraliza ataque da França, marca dois gols e é primeira finalista da Copa
A Espanha confirmou sua força na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a França por 2 a 0, no Texas. Mikel Oyarzabal abriu o placar em cobrança de pênalti ainda no primeiro tempo e Pedro Porro ampliou no segundo. Os espanhóis agora aguardam o vencedor de Argentina x Inglaterra para ver quem enfrentarão na luta pelo bicampeonato mundial. (14/07)
Foto: Shawn Thew/EPA/IMAGO
Incêndio em floresta perto de Paris desafia brigadistas
Um incêndio de grandes proporções atingiu a histórica floresta de Fontainebleau, cerca de 60 km ao sul de Paris, e já destruiu quase 1.000 hectares de vegetação. Cerca de 800 bombeiros e aviões-tanque foram mobilizados para conter as chamas, que também provocaram evacuações e afetaram o tráfego ferroviário e rodoviário. Autoridades investigam a possibilidade de incêndio criminoso. (13/07)
Foto: Stephane Mahe/REUTERS
Morre o senador republicano Lindsey Graham
O senador americano Lindsey Graham, importante aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, morreu aos 71 anos após uma "breve e súbita doença”, informou seu gabinete. O republicano, conhecido por sua atuação em política externa, era um firme defensor da guerra contra o Irã e, nos últimos anos, pressionou tanto os governos Trump quanto Biden a apoiarem a luta de Kiev contra a invasão russa. (12/07)
Foto: Lenin Nolly/NurPhoto/picture alliance
Troca de ameaças de EUA e Irã amplia tensão no Oriente Médio
Os líderes dos EUA e do Irã trocaram novas ameaças enquanto o acordo provisório para encerrar a guerra enfrenta fortes tensões. Trump, aumentou as ameaças de novos ataques com mísseis contra o Irã. Mais tarde, o aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu que os iranianos continuariam buscando vingança pela morte de seu pai, Ali Khamenei, (11/07)
Foto: Alaa Al-Marjani/REUTERS
Incêndio florestal deixa mortos na Espanha
Um incêndio florestal na região da Andaluzia, na Espanha, causou ao menos 11 mortes. O fogo, em Los Gallardos, distrito de Almería, se alastrou pela região em meio a uma intensa onda de calor que atingiu o país europeu. O conselheiro da Presidência do governo andaluz descreveu a situação como uma "tragédia sem precedentes". (10/07)
Foto: Chema Artero/REUTERS
Corpo de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é enterrado após velório de seis dias
Multidões leais ao regime marcharam até a cidade natal de Khamenei, Mashhad, para o enterro. Líder foi morto no primeiro dia dos bombardeios de EUA e Israel que deflagraram a guerra no Irã, no final de fevereiro. O sucessor dele, Mojtaba Khamenei, que também foi ferido na ocasião, não foi avistado. Cerimônia transcorreu enquanto EUA e Irã voltaram a trocar ataques. (09/07)
Foto: Majid Asgaripour/WANA/REUTERS
Alemanha teve 5.655 mortes a mais durante onda de calor histórica
País registrou 23,6 mil óbitos de 22 a 28 de junho, quando recordes de temperatura foram quebrados, contra uma média de 18,1 mil no mesmo período de 2022 a 2025. Crise climática tem tornado ondas de calor mais intensas e frequentes. A mais recente gerou cenas insólitas, como trilhos de bonde entupidos por asfalto amolecido e autoestradas "estouradas". (08/07)
Foto: Antonio Pisacreta/ROPI/picture alliance
Condenada, Marine Le Pen insiste em candidatura à Presidência da França
A ultradireitista Marine Le Pen afirmou que pretende disputar a eleição presidencial em 2027, horas depois de um tribunal em Paris a condenar a três anos de prisão, sendo dois suspensos, e um ano com tornozeleira eletrônica, no âmbito de um escândalo milionário de desvio de fundos do Parlamento da UE. (07/07)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Hamas anuncia fim de seu governo na Faixa de Gaza
O Hamas anunciou a dissolução do seu governo na Faixa de Gaza. O grupo armado se prepara para transferir o poder para um comitê técnico apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. O grupo descreveu sua decisão como uma demonstração de seu compromisso com a reconstrução de Gaza após quase três anos de guerra. (06/07)
Foto: Eyad Baba/AFP
Brasil perde para a Noruega e se despede da Copa
O Brasil se despediu da Copa do Mundo de 2026. Pelas oitavas de final, a seleção brasileira foi derrotada pela Noruega por 2 a 1, em partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O grande destaque do jogo foi o atacante norueguês Haaland, que marcou os dois gols da vitória em um intervalo de dez minutos no segundo tempo. (05/07)
Foto: Mike Segar/REUTERS
EUA celebram seus 250 anos de independência
Cidadãos dos EUA saíram às ruas em diversas cidades para celebrar os 250 anos da independência do país. A data, porém, longe de unir todos os americanos, foi marcada polêmicas, especialmente envolvendo o presidente Donald Trump, que foi acusado de "sequestrar" o aniversário e transformá-lo num evento voltado para sua própria base de apoio. (04/07)
Foto: Eva Hambach/AFP
Keiko Fujimori confirmada nova presidente do Peru
Keiko Fujimori, filha e herdeira política do ex-ditador peruano Alberto Fujimori (1990-2000), foi declarada oficialmente presidente eleita do Peru, com a divulgação dos resultados do segundo turno da eleição presidencial, ocorrida em 7 de junho. A política de direita derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma margem de apenas de 49.641 votos. (03/07)
Foto: Anthony Nino De Guzman/AFP
Vaticano excomunga padres e fiéis de movimento católico ultraconservador
O Vaticano excomungou bispos, padres e fiéis de um movimento conservador e dissidente com presença ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Na véspera, quatro bispos foram ordenados sem a autorização do papa na Suíça. A Fraternidade Sacerdotal São Pio 10 (FSSPX) conta com mais de 1,4 mil membros e estimados 600 mil fiéis. Quem se arrependesse poderia retornar à Igreja. (02/07)
Foto: Baz Ratner/AP Photo/picture alliance
Venezuela busca desaparecidos uma semana após terremotos
Sete dias depois que dois poderosos terremotos atingiram a Venezuela, continuava a busca por desaparecidos. A contagem oficial de mortos foi elevada a 2.295, enquanto socorristas de diversos países corriam contra o tempo entre montanhas de escombros. A Organização Internacional para as Migrações da ONU (OIM) calculou que o total de afetados poderia chegar a 6,76 milhões de pessoas. (01/07)