Radicalização ameaça democracia brasileira, diz especialista
Marina Estarque, de São Paulo12 de março de 2016
Sociólogo Fernando Lattman-Weltman afirma que atual acirramento dos ânimos é alarmante. "Os dois lados consolidaram posições, e tudo que o outro faz só reforça a convicção de que é uma guerra. A situação é muito grave."
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A radicalização e a polarização política colocam em risco a estabilidade das instituições e da democracia brasileira, afirma o sociólogo e cientista político Fernando Lattman-Weltman.
"Existe ameaça, porque todos os poderes da República estão submetidos a essa dinâmica de radicalização. Mesmo o Poder Judiciário, que deveria ser o mais neutro, já está na berlinda. Há fortes críticas e suspeitas à lisura e funcionamento de setores do Judiciário", diz o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Segundo Weltman, que desenvolve pesquisa sobre a relação entre as mídias sociais, imprensa e radicalização no Brasil, bem como sobre a estabilidade dos regimes, o atual acirramento dos ânimos é alarmante. Ele menciona os recentes confrontos entre manifestantes contra e a favor do PT e se diz preocupado com possíveis embates nos protestos de domingo (13/03), organizados por movimentos pró-impeachment.
"O processo de radicalização, quando vira esse ciclo vicioso de ação, reação e provocação, torna-se autônomo e se retroalimenta", explica. "Os dois lados consolidaram posições, e tudo que o outro faz só reforça essa convicção de que é uma guerra."
DW: O Brasil vive um processo de radicalização e polarização?
Fernando Lattman-Weltman: Sem dúvida nenhuma. É uma radicalização porque há um partido que ganhou e quer governar, e uma oposição que quer inviabilizar esse governo e acha que tem argumentos justos para isso. Um lado não tolera o outro, não há espaço de negociação ou diálogo. É uma disputa de poder. No meio disso, também existe uma polarização de caráter ideológico. Certos grupos pró-PT defendem determinada linha política, que, para eles, estaria condenada se outro partido assumisse. Da mesma forma, outros partidos podem culpar as políticas econômicas de esquerda por tudo que deu errado. Então tem radicalização e polarização, as duas coisas juntas. É difícil separar uma da outra, mas é preciso, porque elas requerem soluções diferentes.
A radicalização é sempre negativa para a sociedade?
Isso depende da perspectiva. Para quem acha que a democracia e a estabilidade das instituições são um valor em si mesmo, algo pelo qual lutamos muito, evidentemente que essa radicalização é alarmante. Já para quem acha que essa crise indica uma contradição mais profunda da sociedade, que não vai se resolver sem uma transformação violenta, a radicalização pode ser boa. O mesmo vale para os partidários de processos revolucionários ou regimes autoritários. Mas, para a maioria das pessoas, preocupadas com a situação social e econômica, esse agravamento é ruim, independentemente das suas posições políticas.
O senhor acha que esse radicalismo ameaça a estabilidade da nossa democracia e das nossas instituições?
Eu acho que sim, infelizmente. A situação é hoje muito grave. Todos os poderes da República estão submetidos a essa dinâmica de radicalização. Mesmo o poder que deveria ser o mais neutro, o Judiciário, já entrou na berlinda. Há fortes críticas e suspeitas à lisura e funcionamento de setores do Judiciário ou do sistema de Justiça mais amplo, que inclui a Polícia Federal e o Ministério Público. Até supostas soluções, como o projeto de adoção a toque de caixa do parlamentarismo, só aumentam a instabilidade. Não vou entrar no mérito desse sistema, mas propostas assim, nesse contexto, só jogam mais lenha na fogueira. Projetos assim certamente serão interpretados como golpe, mesmo que essa não seja a intenção. Se a gente abrir a porteira para soluções extraordinárias, qual é o limite?
E qual é o papel da imprensa nesse processo?
É um papel muito preocupante, porque ela pré-julga e seleciona. Por conta da crise que está vivendo, também ligada às novas tecnologias, a imprensa parece estar querendo fidelizar o seu público através da radicalização partidária.
E as mídias sociais, como elas influenciam a radicalização?
Elas têm um lado muito positivo de democratizar o acesso à informação, mas também geram uma exacerbação. Há mecanismos das redes que fazem com que as pessoas se entusiasmem com a exposição e coloquem argumentos só para gerar determinadas reações. E há uma dinâmica perversa desses algoritmos, que fazem com que o usuário veja cada vez mais aquilo que buscou, sempre mais do mesmo. Isso gera uma falsa sensação de que há uma multidão que pensa igual a ele, mas talvez sejam só algumas pessoas. Para quem se sentia isolado ou excluído, as redes oferecem esse pertencimento, que é positivo. Mas elas também contribuem para acirrar os ânimos.
E radicalização em geral aumenta a adesão aos protestos de domingo?
Sem dúvida nenhuma. E há um risco muito grande de confronto. Os movimentos sociais ligados ao PT decidiram não convocar manifestações no domingo, o que eu acho uma medida responsável. Quanto mais se puder evitar confronto, melhor.
E o pedido de prisão do Lula só piora essa radicalização...
Só aumenta. Do ponto de vista de quem está na esquerda, isso é uma perseguição política para inviabilizar o governo e uma candidatura do Lula em 2018. E é muito difícil convencer alguém da esquerda de que não é assim. Da mesma forma, para a direita, a Lava Jato é apenas uma investigação natural, que está desmontando a máquina de corrupção e poder do PT – um partido que, no fundo, queria instalar um sistema bolivariano no Brasil. E ninguém os convence do contrário. A radicalização chegou a esse ponto. Os dois lados consolidaram posições, e tudo que o outro faz só reforça a convicção de que é uma guerra. Há um ano o país está sendo preparado para esse conflito. Não que alguém tenha manipulado os cordéis para isso. O processo de radicalização começou nas eleições, se acelerou no ano passado e chegou a esse confronto.
O que o senhor acha que poderia ser feito na esfera pública para diminuir essa radicalização?
O processo de radicalização, quando vira esse ciclo vicioso de ação, reação e provocação, torna-se autônomo e se retroalimenta. Não adianta tentar dialogar, porque você não vai encontrar bom senso em ambos os lados. O pessoal não vai depor as armas e sentar para conversar. A única saída é romper com o outro círculo vicioso, da crise econômica e política. O governo tenta há um ano, de maneira mais ou menos desastrada, fazer isso e governar. A rede pode estar radicalizada, mas as lideranças da sociedade civil, dos trabalhadores, das associações, dos empresários, do Poder Judiciário, do Congresso, precisam se articular para tentar achar uma saída para a crise.
O mês de março em imagens
Relembre alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Reuters
Ban Ki-moon pede mais ajuda aos refugiados
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon pediu durante uma conferência das Nações Unidas sobre os refugiados em Genebra, que países de todo o mundo acolham civis da Síria, afirmado que atravessamos "a maior crise de refugiados do nosso tempo". "Façam mais", disse, acrescentando que os migrantes são também "um ganho" para as nações que os acolhem. (30/03)
Foto: Getty Images/AFP/F. Coffrini
Vulcão afeta rotas aéreas no Alasca
A erupção do Pavlof provocou restrições de tráfego aéreo sobre o estado americano. A nuvem de cinzas chegou a uma altitude de seis mil metros. As companhias aéreas internacionais foram instruídas a evitar a zona. A maioria dos vulcões no Alasca fica longe de áreas residenciais. Mas o estado é sobrevoado por importantes rotas internacionais entre a América do Norte e a Ásia. (29/03)
Foto: picture alliance/AP Photo/Colt Snapp
"Coalizão" com PMDB contra impeachment
Às vésperas de reunião que pode selar saída do partido da base aliada, ex-presidente Lula diz que pode buscar aliança com parte da legenda "sem a concordância da direção". Ele critica o juiz Sergio Moro: "É inteligente, mas foi picado pela mosca azul". (28/03)
Foto: Reuters/R. S. Filho/Brazilian Presidency
Atentado suicida mata dezenas no Paquistão
Ataque a bomba em parque da cidade de Lahore, na província de Punjab, deixa ao menos 65 mortos e mais de 300 feridos, sendo que as vítimas são principalmente mulheres e crianças. Facção do Talibã assume autoria. (27/03)
Foto: Getty Images/AFP/A. Ali
Bruxelas cancela "Marcha contra o medo"
Organizadores adiam ato deste domingo na capital belga após autoridades pedirem que cidadãos não participem da manifestação. Entre os motivos está a sobrecarregada força policial com ações de busca e prisão de suspeitos. Na foto, o ministro do Interior Jan Jambon (esq.) e o prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur. (26/03)
Foto: picture-alliance/dpa/N. Maeterlinck
Rolling Stones fazem show histórico em Cuba
A legendária banda britânica tocou pela primeira vez no país perante uma enorme multidão em um show gratuito ao livre na capital, Havana. Os fãs começaram a chegar 18 horas antes da apresentação, que teve 18 músicas e que durou mais de duas horas. A mídia estatal cubana calcula que meio milhão de pessoas lotaram o complexo esportivo da cidade. (25/03)
Foto: Getty Images/AFP/Y. Lage
Risco de explosão em ação antiterrorismo
Agente do esquadrão antibombas, auxiliado por robô, examina bolsa suspeita de conter explosivos em Bruxelas. A polícia prendeu três pessoas em vários distritos da capital belga, suspeitas de envolvimento em plano de novo atentado em Paris. Um dos presos foi baleado na perna e supostamente carregava uma sacola com explosivos. (25/03)
Foto: Reuters/C. Hartmann
Um ano da tragédia da Germanwings
Parentes e amigos das vítimas do voo 4U-9525 da companhia aérea alemã Germanwings fizeram um minuto de silêncio em frente à igreja de Sankt Sixtus em Haltern am See, no oeste da Alemanha. A cerimônia aconteceu exatamente às 10h41 (hora local), no mesmo horário em que a aeronave com 150 pessoas foi lançada contra os Alpes franceses no trajeto entre Barcelona e Düsseldorf. (24/03)
Foto: picture-alliance/dpa/M. Kusch
Homenagens às vítimas em Bruxelas
Milhares de pessoas se reuniram em frente à sede da Bolsa de Valores, no centro da capital belga, para prestar homenagem às vítimas dos atentados. Autoridades da União Europeia também se solidarizaram. No Vaticano, o papa Francisco condenou os atentados. (23/03)
Foto: DW/M. Zander
Atentados em Bruxelas
Ataques terroristas no aeroporto e numa estação de metrô em Bruxelas deixam mais de 30 mortos. Grupo extremista "Estado Islâmico" reivindica autoria dos atentados, que geraram uma onda de solidariedade em toda a Europa. Centenas de pessoas participaram de vigílias em homenagem às vítimas na capital belga. (22/03)
Foto: Reuters/C.Platiau
Obama e Castro em Havana
Em encontro histórico em Havana, o presidente americano, Barack Obama, e o presidente cubano, Raúl Castro, assinaram acordos de cooperação nas áreas de saúde, tecnologia, e agricultura. Em pronunciamento, Obama disse que o embargo à ilha vai acabar, mas não sabe prever quando. Segundo Castro, restrições econômicas e a ocupação de Guantánamo são obstáculos na relação entre os dois países. (21/03)
Foto: Reuters/C.Barria
Momento histórico em Havana
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou com a família em Havana para uma visita histórica de 48 horas – a primeira de um chefe de Estado americano à ilha caribenha em 88 anos. (20/03)
Foto: Reuters/C. Barria
Desastre aéreo na Rússia
A queda de um avião de passageiros que ia de Dubai para o sul da Rússia matou todas as 62 pessoas a bordo. O acidente aconteceu quando a aeronave caiu em sua segunda tentativa de pouso no aeroporto de Rostov-on-Don. (19/03)
Foto: picture-alliance/AP Photo
Protestos pró-governo em 20 capitais
Ao menos 20 estados realizam manifestações em apoio à presidente Dilma Rousseff. A maior concentração de pessoas é na Avenida Paulista, em São Paulo. O principal mote dos participantes é "Não vai ter golpe". (18/03)
Foto: Agência Brasil/J. Varella
Protestos em várias capitais
Manifestantes foram às ruas em ao menos dez capitais para protestar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em Brasília, tumultos terminaram em detenções. Três pessoas ficaram feridas. (17/03)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Posse suspensa
A posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil foi suspensa pela Justiça Federal de Brasília ainda durante a cerimônia. Segundo o juiz Itagiba Catta Preta Neto, que aparece em fotos nas redes sociais participando dos protestos contra o governo, Lula poderia intervir de forma "odiosa" na polícia, MP e Judiciário. A AGU vai recorrer. (17/03)
Foto: Reuters/Brazilian Presidency/R. Stuckert Filho
Lula aceita assumir Casa Civil
Após reunião com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou ser ministro da Casa Civil, ocupando a vaga de Jaques Wagner no governo. Na condição de ministro, Lula passa a ter foro privilegiado, e as ações contra ele serão julgadas no Supremo Tribunal Federal – e não mais pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato. (16/03)
Foto: Reuters/P. Whitaker
Operação antiterror em Bruxelas
Policiais belgas mataram um suspeito em Bruxelas numa operação antiterrorismo ligada aos ataques de 13 de novembro do ano passado em Paris. Dois suspeitos estão foragidos. Uma área no sul da capital belga foi bloqueada pela polícia. Duas pessoas barricaram-se num apartamento e atiraram contra os policiais. Quatro agentes ficaram feridos. (15/03)
Foto: picture-alliance/dpa/O. Hoslet
Refugiados detidos na Macedônia
Centenas de requerentes de asilo foram detidos por policiais da Macedônia ao entrarem no país, cruzando a fronteira a partir da Grécia. Os refugiados, a maioria da Síria e do Afeganistão, cruzaram florestas e um rio antes de atravessar uma cerca de arame farpado erguida pelas autoridades do país na semana passada, mas foram barrados por forças de segurança. (14/03)
Foto: Reuters/S. Nenov
Protestos com força total
Manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o PT reuniram milhares de pessoas em diversas cidades brasileiras. Todos os 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal, registraram atos, que foram predominantemente pacíficos. Em São Paulo, o Instituto Datafolha calculou a presença de 500 mil pessoas. (13/03)
Foto: Reuters/N. Doce
Alerta para Merkel
O eleitorado puniu o governo encabeçado pela chanceler federal Angela Merkel neste domingo (13/03), quando os estados alemães de Baden-Württemberg, da Renânia-Palatinado e da Saxônia-Anhalt, elegeram novos parlamentos estaduais. O partido de Merkel, a CDU, registrou perdas em todos os estados e viu o avanço do partido populista de direita AfD, que obteve 24% dos votos na Saxônia-Anhalt. (13/03)
Foto: Reuters/K. Pfaffenbach
Brasileiros protestam em Munique
Um grupo de cerca de 50 brasileiros fez um protesto anticorrupção no centro da capital da Baviera em apoio às manifestações marcadas para este domingo. "Pedimos desculpa. Estamos remodelando nossa política. Apoio internacional contra a corrupção", dizia uma das faixas. (12/03)
Foto: Paulo Brito
Cinco anos da tragédia de Fukushima
O Japão lembrou os cinco anos do terremoto de magnitude 9 e do tsunami que causaram a morte de cerca de 16 mil pessoas no dia 11 de marco de 2011. O desastre nuclear que se seguiu é considerado o pior desde Chernobyl. Às 14h26, horário local, o imperador japonês Akihito, a imperatriz Michiko, juntamente com diversas pessoas em todo o país silenciaram por um minuto em homenagem às vitimas. (11/03)
Foto: picture alliance/AP Photo/H. Asakawa
Número de refugiados bate recorde
Quase meio milhão de migrantes ilegais chegaram à Grécia nos últimos três meses de 2015, informou a missão europeia de fronteiras, Frontex. A maioria teria tomado a chamada rota dos Bálcãs (foto) rumo a outros países da União Europeia. Dos que chegaram à Grécia, majoritariamente nas ilhas próximas à costa da Turquia, 46% eram de refugiados sírios, e 28%, de afegãos. (10/03)
Foto: picture-alliance/dpa/D. Savic
Eclipse total do sol na Indonésia
Milhares de pessoas na Indonésia assistiram ao único eclipse total do sol de 2016, que também pôde ser visto parcialmente na maior parte do Sudeste Asiático. Astrônomos de várias partes do mundo foram à região para testemunhar o fenômeno. Os eclipses solares ocorrem quando a Lua passa em frente ao sol, encobrindo-o. (09/03)
Foto: Reuters/Beawiharta
Mistério do voo MH370 completa dois anos
Familiares homenagearam as vítimas do voo MH370 da Malaysia Airlines, em cerimônia que marcou os dois anos do desaparecimento do avião. Responsáveis pela investigação sobre o que teria ocorrido com o Boeing 777 afirmaram que o caso permanece um mistério. O avião sumiu no dia 8 de março de 2014, com 239 pessoas a bordo, enquanto realizava o trajeto de Kuala Lumpur a Pequim. (08/03)
Foto: picture-alliance/dpa/F. Ismail
Pyongyang ameaça Coreia do Sul e EUA
A Coreia do Norte ameaçou com ataques nucleares a Coreia do Sul e os Estados Unidos em resposta a manobras militares anuais conjuntas que ambos os países deram início. Os exercícios ocorrem num momento de tensão, após o recente teste nuclear realizado por Pyongyang em fevereiro, seguido de novas sanções impostas pela ONU em represália ao país. (07/03)
Foto: picture-alliance/dpa/KCNA
Defesa de Lula rebate nota do MPF
Advogados do ex-presidente acusam a força-tarefa da Lava Jato de antecipar juízo de valor e afirmam que a declaração dos procuradores é uma "desesperada tentativa de legitimar a arbitrária condução coercitiva" de Lula. (06/03)
Foto: picture-alliance/abaca
"Medida não significa culpa de Lula"
Em nota, juiz federal Sergio Mouro diz que autorizou condução coercitiva a pedido do Ministério Público Federal e que houve preocupação em proteger a imagem do ex-presidente. Ele lamenta que a operação tenha gerado confrontos entre manifestantes. (05/03)
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Lula é alvo de operação da PF
Como parte da 24ª fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados nas residências do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Fábio Luís Lula da Silva. Lula foi levado para depor, no contexto das investigações sobre a compra e reforma de um sítio em Atibaia, o triplex no Guarujá e a relação do ex-presidente com empreiteiras investigadas na Lava Jato. (04/03)
Foto: Reuters/R. Moraes
Refugiados costuram boca em sinal de protesto
Em protesto contra o despejo da parte sul do acampamento de refugiados de Calais, no norte da França, alguns refugiados costuraram suas bocas. Em seguida, eles se reuniram para uma manifestação segurando cartazes com as frases "Nós somos seres humanos", Onde está a sua democracia?" e "Onde está a nossa liberdade?". (03/03)
Foto: Reuters/P. Rossignol
Terremoto causa pânico na Indonésia
A Indonésia emitiu um alerta de tsunami para Sumatra Ocidental, Sumatra Setentrional e a província de Aceh após um forte terremoto de magnitude 7,8. O poderoso abalo sísmico foi registrado a cerca de 660 quilômetros da costa sudoeste da ilha de Sumatra. Não houve relatos imediatos de feridos ou danos e o alerta foi cancelado posteriormente. (02/03)
Foto: Reuters/I. el Fitra
Vitórias de Hillary e Trump na Superterça
O republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton deram um grande passo para serem os candidatos de seus respectivos partidos nas eleições presidenciais de 2016. Ambos dominaram a Superterça – o dia mais importante das primárias dos EUA. Tanto Clinton como Trump triunfaram em sete dos 11 estados em que cada partido teve votação. (01/03)
Foto: Reuters/D. Becker/N. Wiechec
Rolling Stones fará show Cuba
Banda britânica Rolling Stones anunciou que irá fazer um show gratuito em Havana no dia 25 de março. Essa será a primeira vez que o grupo se apresenta na ilha comunista. Músicas da banda já foram censuradas no país. "Já tocamos em muitos locais especiais durante a nossa carreira, mas esse espetáculo em Havana será um marco para nós", afirmou o grupo, em um comunicado. (01/03)