Regime venezuelano reivindica vitória em novas eleições
Publicado 25 de maio de 2025Última atualização 26 de maio de 2025
Dez meses após pleito presidencial marcado por acusações de fraude, regime de Maduro volta a se proclamar vencedor em eleições regionais e legislativas que foram boicotadas pela oposição.
Eleitores chegam a zona eleitoral em Caracas em disputa marcada por boicote e prisões de opositoresFoto: Ariana Cubillos/AP Photo/picture alliance
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Em meio a acusações de fraude, boicote e perseguição a dissidentes, o regime de Nicolás Maduro afirmou nesta segunda-feira (26/05) ter vencido com folga as eleições regionais e legislativas realizadas na véspera na Venezuela.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pela ditadura chavista, anunciou que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), liderado por Maduro, recebeu cerca de 84% dos votos para a formação da Assembleia Nacional, além de ter vencido 23 das 24 disputas organizadas pelas autoridades para a escolha de governadores.
Após o anúncio do CNE, Maduro afirmou em um evento em Caracas que o chavismo está "mais vivo e mais forte do que nunca". "Após bloqueios, sanções criminosas, fascismo e violência, hoje a Revolução Bolivariana se mostrou mais forte e viva do que nunca. Hoje demonstramos a força do chavismo, do bolivarianismo do século 21", declarou.
Boicote
Mais de 21 milhões de eleitores foram convocados às urnas para escolher 285 deputados para a Assembleia Nacional e 24 governadores. O regime declarou que a participação eleitoral foi de 42,6%. No entanto, imagens divulgadas por agências de notícias internacionais mostraram várias seções eleitorais vazias.
A líder opositora María Corina Machado afirmou no domingo que mais de 85% dos venezuelanos não votaram nas eleições regionais e parlamentares.
A participação nas eleições foi rejeitada pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), principal coalizão antichavista, que não inscreveu candidatos. Na última quarta-feira, Maria Corina Machado também pediu aos cidadãos que ficassem em casa, dizendo que as novas eleições seriam mais uma nova "farsa".
O novo pleito ocorreu dez meses depois da tumultuada eleição presidencial de 2024, marcada por acusações de fraude e intimidação e que terminou com o CNE proclamando Maduro, no poder desde 2013, como o vencedor do pleito.
O CNE, controlado pelo regime de Maduro, até hoje não divulgou resultados detalhados sobre a votação. O Tribunal Supremo de Justiça, outro órgão controlado pelo chavismo, referendou a vitória também sem divulgar os dados. A repressão aos protestos que se seguiram à proclamação resultou em 28 mortes e mais de 2,4 mil prisões.
Boa parte da comunidade internacional, incluindo o Brasil, evitou reconhecer a proclamação de vitória de Maduro à época.
Maria Corina Machado e Juan Pablo Guanipa em janeiro, antes da prisão do político Foto: Maxwell Briceno/REUTERS
Prisões
Já a nova rodada de eleições do último domingo ocorreu depois de uma onda de prisões que resultou na detenção de mais de 70 pessoas, incluindo Juan Pablo Guanipa, aliado próximo da líder da oposição Maria Corina Machado.
Quase 30 ex-presidentes ibero-americanos condenaram as prisões, que qualificaram de "desaparecimento forçado", numa carta publicada pela Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas (Grupo Idea).
Em meio ao clima de desconfiança, o regime de Maduro restringiu ainda as passagens terrestres nas fronteiras e suspendeu os voos para a Colômbia.
Apesar de boa parte da oposição ter aderido ao boicote às eleições, alguns grupos ignoraram o apelo de Machado e resolveram participar do pleito. Essa ala foi liderada pelo duas vezes candidato à Presidência Henrique Capriles; "Temos que votar como um ato de resistência", defendeu Capriles antes do pleito.
O único governador da oposição declarado como vencedor no domingo foi Alberto Galíndez, reeleito no estado de Cojedes com 55,2% dos votos. Galíndez concorreu como candidato do partido democrata-cristão Copei.
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"Vitória" do regime em território de nação vizinha
A onda de vitórias proclamada pelo regime incluiu até mesmo o "estado" de Guayana Esequiba, criado ano passado por decreto pelo regime e que sobrepõe ao território da nação vizinha da Guiana, uma área que o regime de Maduro tenta anexar. Ninguém no próprio Essequibo participou da votação. Os centros de votação foram instalados no estado fronteiriço de Bolívar, na Venezuela, onde vivem os pouco mais de 21,4 mil eleitores venezuelanos que foram registrados como sendo eleitores do território guianense reivindicado pelo regime.
Nesta eleição, o vencedor oficial foi o chavista Neil Villamizar, militar com 34 anos de serviço na Marinha Bolivariana, que declarou que tem um plano de "levar a identidade venezuelana" aos territórios no sul da Venezuela que fazem fronteira com a área disputada entre Caracas e Georgetown.
A eleição desafiou pedidos da Comunidade do Caribe (Caricom) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que instaram Caracas a desistir de realizar eleições para uma área que não controla.
jps/sf/ra (DW, AFP, Lusa)
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Foto: Francesco Sforza/REUTERS
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Um vilarejo numa região turística da Suíça foi soterrado por uma massa de rochas e gelo após o colapso de um glaciar encobrir parte do Vale Lötsch. Lar de 300 moradores, local já havia sido evacuado dias antes após autoridades alertarem para riscos. Rio represado por desastre agora ameaça outras comunidades vale abaixo, e especialistas apontam papel do aquecimento global. (29/05)
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Foto: Sean Kilpatrick/The Canadian Press/AP/picture alliance
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Um motorista atropelou dezenas de torcedores que comemoravam a vitória do Liverpool FC na Premier League no Reino Unido. O incidente ocorreu na Water Street, no centro da cidade de Liverpool. Pelo menos 27 pessoas ficaram feridas. Um homem de 53 anos, de nacionalidade britânica, foi preso. (26/05)
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Foto: imago images / photothek
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Após avisar que tomaria "ações concretas" contra a escalada das operações israelenses em Gaza, o Reino Unido interrompeu as negociações sobre um acordo de livre comércio com Israel, convocou a embaixadora do país para prestar esclarecimentos e impôs novas sanções contra colonos da Cisjordânia. Já a UE disse estar aberta a revisar um acordo de associação com Israel. (20/05)
Foto: REUTERS
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Leão 14 celebra missa inaugural de seu pontificado
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O festival Eurovision 2025 chegou ao fim com a vitória de Johannes Pietsch, conhecido como JJ, da Áustria, que apresentou a canção "Wasted Love". O cantor de ópera foi o vencedor com um total de 436 pontos, 154 dos quais obtidos através do voto popular. (17/05)
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Surto de gripe aviária no Brasil
A confirmação do primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil levou alguns países como China e Argentina a interromperem a compra de carne de frango brasileira, pressionando o mercado bilionário de exportação do produto. Governo afirma que as medidas de contenção e erradicação para debelar a doença e manter a capacidade produtiva do setor já foram tomadas. (16/05)
Foto: JUSTIN SULLIVAN/Getty Images/AFP
Israel intensifica ataques enquanto mantem bloqueio a Gaza
Defesa Civil palestina relatou mais de 100 mortes em apenas um dia em ataques israelenses à Faixa de Gaza, onde a crise humanitária e a escassez de recursos atingem níveis cada vez mais alarmantes. ONU alerta que estoques de alimentos, água potável, combustíveis e medicamentos atingiram níveis extremamente baixos. (15/05)
Foto: Hatem Khaled/REUTERS
Alemanha prende três por planejarem atos de sabotagem
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Foto: Uli Deck/dpa/picture alliance
Morre "Pepe" Mujica, o presidente mais humilde do mundo
O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica morreu aos 89 anos. Ele estava em estágio terminal de um câncer de esôfago e recebia cuidados paliativos. Sua morte foi informada pelo atual líder do país sul-americano, Yamandu Orsi. Líderes do mundo inteiro se despediram do ex-guerrilheiro uruguaio. (13/05)
Foto: Gerardo Vieyra/NurPhoto/IMAGO
Hamas anuncia libertação de refém israelense-americano
O braço armado do Hamas informou que libertou o soldado israelense-americano Edan Alexander, de 21 anos, que havia sido mantido como refém em Gaza desde 7 de outubro de 2023. A libertação ocorreu "após contatos com a administração dos EUA, no âmbito dos esforços dos mediadores para chegar a um cessar-fogo", disse a organização terrorista palestina em comunicado (12/05).
Foto: Ohad Zwigenberg/AP/dpa/picture alliance
Primeira bênção dominical do papa Leão 14
Em sua primeira bênção dominical na Praça de São Pedro, o papa Leão 14 pediu uma paz genuína e justa na Ucrânia e um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. "Depois desse cenário dramático de uma terceira guerra mundial em pedaços, como tantas vezes afirmou o papa Francisco, eu me dirijo também aos grandes do mundo, repetindo o apelo sempre atual: nunca mais a guerra", afirmou o pontífice. (11/05)
Foto: Vatican Media/ZUMA Press/IMAGO
Macron, Merz, Starmer e Tusk visitam Kiev
Os líderes do Reino Unido, Keir Starmer, da França, Emmanuel Macron, da Alemanha, Friedrich Merz, e da Polônia, Donald Tusk, se encontraram com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em Kiev, uma demonstração conjunta de apoio à Ucrânia. A visita ocorre um dia após o presidente russo, Vladimir Putin, receber aliados no evento que marcou os 80 anos do fim da Segunda Guerra em Moscou. (10/05)
Foto: LUDOVIC MARIN/POOL/AFP/Getty Images
Leão 14 celebra sua 1ª missa como novo papa
O papa Leão 14 celebrou sua primeira missa após ter sido escolhido como o novo líder da Igreja Católica. O missionário agostiniano retornou à Capela Sistina, onde ocorreu o conclave, para celebrar a missa na presença dos cardeais. Na homilia, disse que foi eleito para que a Igreja possa ser um "farol" para iluminar as regiões do mundo onde haja falta de fé. (09/05)
Foto: VATICAN MEDIA/Handout/AFP
Cardeal americano Robert Prevost é eleito novo papa
O conclave elegeu o cardeal americano Robert Prevost, de 69 anos, como o 267º papa da Igreja Católica. Missionário agostiniano, ele é o primeiro pontífice nascido nos EUA da história. Em seu primeiro discurso aos fiéis, homenageou o papa Francisco, pediu construção de pontos e paz a todos os povos. (08/05)
Foto: Guglielmo Mangiapane/REUTERS
Começa o conclave que irá eleger o novo papa
Cardeais de todo o mundo estão reunidos no Vaticano para eleger o próximo líder da Igreja Católica.133 cardeais de 71 países estão aptos a votar no maior e mais geograficamente diverso conclave em 2 mil anos de história. Ao fim do primeiro dia, fumaça preta na chaminé da Capela Sistina indicou que não houve consenso em torno de um novo nome. (07/05)
Foto: Gregorio Borgia/AP/picture alliance
Merz toma posse após tropeço histórico no Bundestag
O Bundestag (Parlamento) elegeu oficialmente, em segunda votação, o conservador Friedrich Merz, da União Democrata Cristã (CDU), como o novo chanceler federal do país Ele é o terceiro membro da CDU a chefiar o governo alemão desde a reunificação do país, em 1990. O conservador conseguiu o feito inédito de não conseguir se eleger na primeira rodada de votação (06/05).
Foto: Lisi Niesner/REUTERS
Israel se prepara para ampliar ofensiva militar em Gaza
O gabinete de segurança de Israel aprovou um plano para expandir as operações militares em Gaza, incluindo a "conquista" do território palestino e a pressão para que residentes se desloquem para o sul. No domingo, militares israelenses já haviam iniciado uma convocação em massa de reservistas para ampliar a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza. (05/05)
Foto: Omar Ashtawy/ZUMAPRESS.com/picture alliance
Míssil disparado do Iêmen cai perto do aeroporto de Tel Aviv
O Aeroporto Internacional de Ben Gurion, na região de Tel Aviv, foi alvo de um ataque de míssil. Os rebeldes Houthis, do Iêmen, grupo aliado do Hamas, reivindicaram a autoria do ataque, que causou interrupção no tráfego aéreo. O exército israelense reconheceu que não conseguiu interceptar o míssil. (04/05)
Foto: Ohad Zwingenberg/AP/dpa/picture alliance
Austrália: esquerda reelege premiê em meio a onda anti-Trump
O primeiro-ministro da Austrália, o trabalhista Anthony Albanese, proclamou a vitória de seu partido nas eleições gerais. Ele se tornou, assim, o primeiro chefe de governo a conquistar um segundo mandato consecutivo de três anos em 21 anos. "Os australianos escolheram enfrentar os desafios globais do jeito australiano, cuidando uns dos outros e construindo o futuro", disse Albanese. (03/05)
Foto: Rick Rycroft/AP Photo/picture alliance
Inteligência alemã classifica AfD como extremista de direita
A inteligência interna da Alemanha classificou sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) como uma "organização comprovadamente extremista de direita" que ameaça a democracia e viola a dignidade humana ao tentar excluir grupos populacionais, como os imigrantes. A medida permite às agências de segurança monitorarem de forma mais incisiva o partido. (02/05)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Trabalhadores ao redor do mundo protestam no 1º de Maio
Redução de jornada, garantia de direitos e melhoria do ambiente de trabalho foram algumas das reivindicações de manifestações em todo o mundo no Dia do Trabalhador, como nesta em Daca, capital de Bangladesh. A data remonta ao início de uma greve em Detroit ocorrida em 1886, que resultou na prisão e morte de trabalhadores. (01/05)