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Arte

Restos mortais de Salvador Dalí serão exumados

26 de junho de 2017

Tribunal ordena exumação para realização de teste de paternidade devido à ausência de outros restos biológicos. Mulher de 52 anos diz ser filha do pintor catalão, morto em 1989.

Salvador Dalí
Salvador Dalí foi um dos principais nomes do surrealismoFoto: Getty Images/Hulton Archive

Um tribunal espanhol ordenou a exumação dos restos mortais do pintor Salvador Dalí depois que uma mulher que afirma ser filha do artista mundialmente famoso apresentou uma reivindicação de paternidade.

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A corte de Madri comunicou, nesta segunda-feira (26/06), que a exumação tem como objetivo "obter amostrar de seus restos para determinar se ele é o pai biológico de uma mulher de Girona [no nordeste da Espanha], que apresentou uma reivindicação para ser reconhecida como filha do artista".

"A análise do DNA do cadáver do pintor é necessária devido à falta de outros restos biológicos ou pessoais com os quais se consiga realizar o estudo comparativo", acrescentou o tribunal. Cabe recurso da decisão. Um porta-voz do tribunal divulgou que a mulher que afirma ser filha de Dalí se chama Pilar Abel, mas se recusou a dar mais detalhes.

Dalí está enterrado em seu museu homônimo em Figueras, uma cidade na região nordeste da Catalunha, onde morreu em janeiro de 1989 de insuficiência cardíaca após uma vida marcada pela genialidade de seu trabalho e suas excentricidades e extravagâncias.

Pilar Abel, espanhola de 52 anos, alega ser filha de Salvador Dalí e reivindicou exumação do cadáver do pintorFoto: picture-alliance/dpa/A. Dalmau/H.Ossinger

O jornal La Vanguardia publicou que Abel é espírita. Ela diz que sua mãe teve um caso com Dalí quando trabalhou como babá para outra família que passava férias em Cadaques, uma vila pesqueira onde o pintor viveu durante anos com sua musa Gala.

Nascido em 11 de maio de 1904 em Figueras numa família burguesa – seu pai era um escriturário legal – Dalí mostrou desde cedo interesse pela pintura. Em 1922, ele começou a estudar na Academia de Belas Artes de Madri, onde, apesar de duas expulsões, expressou suas primeiras ideias artísticas de vanguarda ao lado do poeta Federico Garcia Lorca e do cineasta Luis Buñuel.

Em seguida, partiu para Paris para se juntar ao movimento surrealista, dando à escola o seu toque pessoal e alcançando fama com obras como O Grande Masturbador. Dalí também fez incursões pelo cinema.

De volta à Catalunha depois de 12 anos, convidou o poeta francês Paul Aluard e sua esposa, Elena Ivanovna Diakonova, para Cadaques. Foi amor à primeira vista entre Dalí e a mulher, a quem ele deu o apelido de Gala. Ela se tornou sua musa e permaneceu ao seu lado pelo resto da vida.

Durante a Guerra Civil Espanhola, entre 1936 e 1939, Dalí se refugiou na Itália. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, ele se mudou para Arcachon, no sul da costa atlântica francesa, mas foi embora quando o Exército alemão invadiu a França, em 1940. Dalí viveu exilado nos Estados Unidos até 1948, quando ele e Gala retornaram à Espanha.

Muito tempo depois, em 1982, Dalí ficou destruído – tanto em nível humano como artístico – com a morte de Gala. E após uma batalha física e mental de sete anos para dar um novo significado à sua existência, Dalí morreu numa clínica em Figueras.

PV/afp/ots

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