Donald Trump poupou o presidente russo, Vladimir Putin, de questionamentos e cobranças em encontro que aparentemente não rendeu nenhuma decisão concreta para pôr fim à guerra na Ucrânia.
"Reunião extremamente produtiva", disse Trump sobre reunião com Putin que resultou em pouco avanço em direção a acordo de paz na UcrâniaFoto: Sergei Bobylev/ZUMA/IMAGO
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Imediatamente após a cúpula no Alasca, Donald Trump pegou o telefone.
Zelenski reagiu prontamente e anunciou que estaria na Casa Branca na segunda-feira (18/08) para se reunir com o presidente dos EUA em Washington. Não está claro o que os dois discutirão.
Um porta-voz do governo alemão em Berlim confirmou que Trump também informou o chanceler federal alemão Friedrich Merz e outros chefes de Estado e de governo europeus sobre as negociações no Alasca naquela manhã.
Merz e seus colegas então discutiram como proceder sem Trump – que deixou no ar o que ficou acertado com Putin, se é que os dois concordaram com alguma coisa durante a cúpula.
Os europeus continuam defendendo uma solução tripartite com Trump, Putin e Zelenski à mesa.
Mas especialistas em política externa dos partidos do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) expressaram, num primeiro momento, pouca esperança de um avanço.
"O vencedor desta cúpula é Putin. Ele foi recebido no mais alto nível nos EUA e, ao mesmo tempo, conseguiu contornar a ameaça de sanções secundárias dos EUA. E tudo isso sem fazer nenhuma concessão", disse o membro do Bundestag Norbert Röttgen, do partido de centro-direita União Democrata Cristã (CDU), em várias entrevistas.
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Apenas quatro minutos
Donald Trump adora falar, especialmente sobre seus supostos sucessos como negociador habilidoso e estadista astuto. Desta vez, no Alasca, as coisas foram diferentes.
Para seus padrões, o "negociador-chefe" fez uma aparição diante da imprensa notavelmente curta, de apenas quatro minutos. Após três horas com Putin, disse apenas que eles tiveram uma "reunião extremamente produtiva".
Eles concordaram em muitas coisas, disse Trump, restando apenas "uma grande questão".
"Ainda não fizemos isso. Mas há uma chance muito boa de que também consigamos resolver isso", disse Trump, em um esforço para parecer amigável. O presidente dos EUA não deu mais detalhes.
Na verdade, Trump não mencionou a Ucrânia pelo nome. Apenas uma vez ele se referiu de fato à guerra conduzida pela Rússia. "Vamos acabar com a morte de cinco mil pessoas por semana. O presidente Putin também quer isso", disse.
Trump também não mencionou que está nas mãos de Putin, um ex-espião da KGB, parar os ataques à Ucrânia no momento que bem desejar.
"Em busca da paz" foi o lema da cúpula que terminou sem um acordo de pazFoto: Jeenah Moon/REUTERS
Vantagem russa
O convidado de Moscou permaneceu extremamente educado e calmo durante a cúpula. Sem pestanejar, ele sugeriu que a "situação" na Ucrânia dizia respeito à segurança da Rússia.
Pode parecer estranho nas circunstâncias atuais, disse Putin, mas tudo o que está sendo feito ao "povo irmão ucraniano é uma tragédia para nós, uma ferida terrível. É por isso que nosso país está seriamente interessado em pôr fim a isso".
Putin deu a impressão de que a Rússia estava sob ameaça e tinha que responder às "provocações" de seu rival, uma inversão dos fatos apresentada a Trump sem questionamentos.
Muitos observadores que acompanham de perto as mudanças de humor e as declarações erráticas do presidente americano de 79 anos acreditam que Trump pega e repete tudo o que ouviu por último.
A questão é, portanto, até que ponto a narrativa russa vai colar.
A vez de Zelenski
Na última quarta-feira (13/08), ainda parecia que o presidente americano estava do lado da Ucrânia.
De acordo com Friedrich Merz, Donald Trump havia concordado "em grande parte" com as exigências do Ocidente à Rússia.
Merz organizou uma cúpula preparatória virtual em Berlim e formulou cinco pontos para as negociações no Alasca.
Trump mencionou essa exigência em sua breve declaração. Ele disse que, no final, "eles" teriam que decidir, referindo-se ao presidente ucraniano e aos líderes dos principais países da Otan.
No caminho de volta para Washington, Trump disse aos repórteres que agora cabia a Zelenski chegar a um acordo com Moscou.
O presidente ucraniano anunciou que viajará a Washington na segunda-feira "para discutir todos os detalhes relativos ao fim das mortes e da guerra", como foi publicado no X.
Ele teve uma conversa telefônica de uma hora com Trump, à qual se juntaram chefes de Estado e de governo europeus.
"Apoiamos a proposta do presidente Trump para uma reunião trilateral entre a Ucrânia, os EUA e a Rússia", escreveu Zelenski.
Ele continuou: "É importante que os europeus estejam envolvidos em todas as etapas para assegurar garantias de segurança confiáveis junto com os Estados Unidos".
Chanceler alemão Friedrich Merz (esq.) e outros líderes europeus querem fazer parte das negociações ao lado do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski (dir.)Foto: Guido Bergmann/BPA/REUTERS
Trump submisso em relação a Putin
Após a reunião, Donald Trump disse aos repórteres que tinha um "relacionamento fantástico com o presidente Putin, com Vladimir". Antes da reunião, ele havia descrito o líder russo como um "cara inteligente".
Há algumas semanas, no entanto, ele também disse que Putin fala muitas bobagens e não cumpre suas promessas – em vez disso, intensifica seus ataques à Ucrânia após cada uma de suas ligações telefônicas.
No entanto, durante reuniões pessoais com o líder russo, Trump parece amansar o tom.
Nenhuma crítica, nem mesmo sutil, foi ouvida de sua boca na sexta. Com outros convidados oficiais, é sabido o quanto ele é muito menos contido.
Trump acompanhou com um sorriso congelado os oito minutos de comentários e divagações de Putin sobre a história russo-americana na coletiva de imprensa conjunta.
Ele já havia exibido a mesma expressão em Helsinque, em 2018. Na ocasião, os dois se reuniram para sua primeira cúpula.
Agora, a cordialidade foi tanta que Trump chegou a dizer que confiava mais no homem do Kremlin do que em seus próprios serviços de inteligência.
Putin não economizou elogios em seu discurso, exaltando as grandes perspectivas de cooperação entre os EUA e a Rússia e agradecendo educadamente ao governo Trump por seus esforços para acabar com o conflito na Ucrânia.
No entanto, ele imediatamente acrescentou que as "raízes do conflito" devem ser eliminadas. Com isso, ele se referia aos laços da Ucrânia com o Ocidente, à adesão dos países do Leste Europeu à Otan e às tropas da Otan em seu flanco oriental.
Antes da cúpula, Trump havia ameaçado a Rússia com "consequências graves" se Putin não avançasse em direção a um cessar-fogo. Agora, ele pressiona por um acordo de paz duradouro.
Ainda não está claro se essas retaliações ocorrerão de fato — ou seja, novas sanções econômicas severas contra os parceiros comerciais da Rússia, como Índia e China.
O presidente americano deu a entender que "depois do que aconteceu hoje, é improvável que haja tarifas mais altas contra a China" – sem explicar ao certo o que aconteceu.
O mês de agosto em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: José Cruz/Agencia Brazil/dpa/picture alliance
Israel confirma morte de porta-voz do Hamas
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Abu Obeida, o porta-voz das Brigadas Ezedin al Qasam, o braço armado do grupo Hamas, foi "eliminado" em Gaza em um ataque do Exército. Desde o início de sua campanha em Gaza, que reduziu grande parte do território costeiro isolado a ruínas, Israel matou vários membros de alto escalão do Hamas. (31/08)
Foto: Abed Rahim Khatib/ZUMA/IMAGO
Morre Luis Fernando Verissimo, o cronista da vida privada
O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos, após complicações causadas por um caso grave de pneumonia. Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando publicou cerca de 90 livros e vendeu mais de 5 milhões de exemplares. (30/08)
Foto: Privat
Representação palestina de fora da Assembleia Geral da ONU
Os Estados Unidos anunciaram que negarão vistos a membros da Autoridade Palestina para participar da Assembleia Geral da ONU no próximo mês, em meio a movimento internacional liderado pela França para o reconhecimento de um Estado palestino. (29/08)
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Revista The Economist diz que julgamento de Bolsonaro é "lição de democracia"
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi tema da capa da revista britânica "The Economist". A publicação destacou o julgamento que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual ele é réu por tentativa de golpe de Estado, e diz que o Brasil oferece uma lição de "maturidade democrática" aos EUA. (28/08).
Foto: The Economist
Atiradora mata duas crianças em ataque a escola católica nos EUA
Uma atiradora abriu fogo durante uma missa em uma escola católica de Minneapolis matando ao menos duas crianças e ferindo outras 17 antes de tirar a própria vida. Diretor do FBI, Kash Patel disse que a agência investiga o tiroteio "como um ato de terrorismo doméstico e crime de ódio contra católicos". (27/08)
Foto: Ben Brewer/REUTERS
STF determina monitoramento de Bolsonaro em tempo integral
Ministro Alexandre de Moraes do STF determinou monitoramento em tempo integral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em sua residência em Brasília. Proximidade do julgamento por tentativa de golpe de Estado e atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA demonstram possibilidade de risco de fuga, diz decisão do magistrado. (26/08)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Ataque israelense mata 5 jornalistas em Gaza
Bombardeio contra um hospital no sul do território deixou 20 mortos, incluindo cinco jornalistas que atuavam em veículos como Reuters, AP e Al Jazeera. Israel classificou o caso como um "acidente trágico" e abriu uma investigação. Associações de imprensa acusaram o país de travar "uma guerra aberta contra a mídia". Governos dos EUA, Reino Unido e Alemanha também repudiaram o ataque. (25/08)
Foto: Hatem Khaled/REUTERS
Morre, aos 93 anos, o cartunista Jaguar
Um dos maiores e mais perspicazes cartunistas do Brasil, Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe (esq.), o Jaguar, foi um dos fundadores de "O Pasquim", influente jornal alternativo que azucrinou os militares durante a ditadura no Brasil (1964-1985). (24/08)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Alemanha já não pode mais bancar Estado social, diz premiê
O chanceler federal Friedrich Merz defendeu cortes nos gastos sociais e descartou elevar impostos para sanar o déficit nas contas do governo. "O Estado de bem-estar social, da forma como o temos hoje, já não é mais financiável com o que conseguimos produzir economicamente." Proposta põe líder conservador em rota de colisão com os social-democratas, de cujo apoio ele depende para governar. (23/08)
Fome em Gaza é real e já afeta mais de meio milhão, diz órgão ligado à ONU
O IPC, sistema apoiado pela ONU que monitora a insegurança alimentar no mundo, afirma que mais de meio milhão de palestinos – praticamente um em cada quatro moradores da Faixa de Gaza – passam fome, e o número deve passar dos 640 mil até o final de setembro. É a primeira vez que o órgão registra fome severa fora da África. Israel rejeitou o alerta, classificando-o como falso. (22/08)
Foto: AFP/Getty Images
Israel inicia ofensiva terrestre na Cidade de Gaza
Israel iniciou operações terrestres na Cidade de Gaza e ordenou a evacuação de civis para o sul. O Exército confirmou que esta é a fase "preliminar" de um plano para controlar toda a cidade, considerada um reduto do Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país iniciará negociações para a libertação de reféns e aprovou a intensificação da ofensiva em Gaza. (21/08)
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Bolsonaro é indiciado por coação na ação do golpe
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro são acusados pela Polícia Federal de tentar dificultar a ação penal no STF que julga a tentativa de golpe de Estado. Segundo a corporação, ambos agiram para instar autoridades americanas a obstruir o julgamento em favor de Bolsonaro, que é réu. Eduardo nega qualquer tentativa de interferência. (20/08)
Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
Maduro eleva a aposta contra os EUA
Após o anúncio de que os Estados Unidos estão preparando uma ofensiva por mar contra a Venezuela, o ditador Nicolás Maduro afirmou que prepara um "plano especial" como resposta, com 4,5 milhões de milicianos em todo o país. A ofensiva americana faz parte do esforço de desbaratar os carteis de droga na região e foi classificada por Caracas como um risco para a paz e estabilidade da região. (19/08)
Mais um passo na busca por um acordo de paz na Ucrânia
Os presidentes da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram na Casa Branca para tratar do fim da guerra iniciada pela Rússia. Líderes europeus se juntaram à comitiva para reforçar pedido de cessar-fogo e suporte americano e mostrar coesão em apoio à Ucrânia dias após Trump ter se encontrado com o presidente russo, Vladimir Putin, em cúpula no Alasca. (18/08)
Quase 8 milhões de bolivianos foram chamados para votar para presidente, vice-presidente e congressistas, em eleições que devem marcar o fim de quase 20 anos de governos de esquerda. O presidente Luis Arce, que decidiu não concorrer à reeleição em meio a uma forte crise econômica, prometeu uma "transição democrática". Pesquisas apontam segundo turno entre dois nomes da oposição. (17/08)
Foto: Claudia Morales/REUTERS
Greve de funcionários da Air Canada no pico das férias de verão
Um greve de comissários de bordo da Air Canada, como estes no acesso ao aeroporto de Vancouver, levou ao cancelamento de todos os seus cerca de 700 voos previstos para o dia, afetando mais de 100 mil passageiros no pico da temporada de férias de verão. O governo canadense interveio, determinou o fim da greve e enviou a disputa para uma câmara de arbitragem. (16/08)
Foto: Chris Helgren/REUTERS
Sem acordo para o fim da guerra na Ucrânia
O encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, terminou sem acordo para um cessar-fogo na Ucrânia. Os líderes se reuniram por quase três horas a portas fechadas na base militar Elmendorf-Richardson, em Anchorage, no Alasca, nos EUA. Putin classificou encontro como "construtivo", e Trump disse que "não há acordo até que haja um acordo". (15/08)
Foto: Jae C. Hong/AP Photo/dpa/picture alliance
Protesto contra cúpula Trump-Putin
Sob calor de mais de 30°C, membros da Sociedade para os Povos Ameaçados protestaram em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim, contra o encontro entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, Donald Trump, marcado para esta sexta-feira (15/08). O fim da guerra é uma das promessas de Trump, que disse que quer organizar uma "troca de terras" entre Rússia e Ucrânia. (14/08)
Foto: Sven Kaeuler/dpa/picture alliance
Lula lança plano para apoiar empresas afetadas por tarifaço
Medida provisória foi elaborada para mitigar os impactos das tarifas sobre produtos brasileiros impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O texto destina R$ 30 bilhões em crédito a exportadores prejudicados, prorroga o pagamento de tributos, eleva o percentual de restituição de impostos e facilita a aquisição de gêneros alimentícios por órgãos públicos. (13/08)
Foto: IMAGO/Fotoarena
Militares da Guarda Nacional chegam a Washington D.C. após ordem de Trump
Cerca de 800 soldados começaram a chegar na capital americana, carregando munição e refeições prontas para consumo, após o presidente Donald Trump submeter a polícia de Washington ao controle federal e exigir a mobilização da Guarda Nacional para "tornar a cidade mais segura". Segundo um relatório do Departamento de Justiça, porém, crimes violentos caíram 35% desde 2023 no local. (12/08)
Foto: Jemal Countess/UPI Photo/picture alliance
Pré-candidato a presidente da Colômbia morre após atentado
Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, havia sido baleado com dois tiros na cabeça em um atentado ocorrido em 7 de junho. Senador do partido de direita Centro Democrático, ele foi submetido a várias cirurgias, mas sofreu uma hemorragia no sistema nervoso que agravou seu estado de saúde. O atentado contra ele reavivou o fantasma da violência política que atingiu a Colômbia dos anos 1990. (11/08)
Foto: IMAGO/NurPhoto
Em coletiva de imprensa, Netanyahu defende ocupação da Cidade de Gaza
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, organizou uma coletiva de imprensa para defender sua decisão de expandir a guerra em Gaza e ampliar a ocupação do território. O líder também negou que o enclave palestino esteja sendo palco de fome generalizada e criticou países que estão avançando no reconhecimento de um Estado palestino. (10/08)
Foto: Abir Sultan/AP Photo/picture alliance
Polícia de Londres prende mais de 450 em protesto pró-palestinos
A Polícia Metropolitana de Londres efetuou mais de 450 prisões em uma manifestação na praça do Parlamento britânico a favor do Palestine Action, grupo pró-palestinos que foi recentemente banido pelo governo trabalhista do Reino Unido. (09/08)
Foto: Henry Nicholls/AFP
Enchentes provocam mortes na China
Mulher carrega criança em uma rua alagada na cidade de Zhengzhou, na região central da China. Chuvas fortes e enchentes repentinas provocaram ao menos 60 mortes desde o final de julho no país asiático. (08/07)
Foto: stringer/Avalon.red/IMAGO
Pressão para libertação de reféns em Gaza
Familiares e amigos dos reféns israelenses que seguem mantidos em cativeiro pelo grupo terrorista Hamas navegam ao longo da costa da cidade de Ashkelon, no sul de Israel, em direção à Faixa de Gaza, em um protesto exigindo sua libertação e pedindo o fim da guerra. (07/08)
Foto: Leo Correa/AP Photo/picture alliance
Bomba da 2ª Guerra leva 17 mil a saírem de casa na Alemanha
Explosivo de 250 quilos de fabricação britânica foi encontrado durante obra de demolição de uma ponte em Dresden, cidade duramente bombardeada em 1945. Episódio forçou a maior remoção de moradores desde o fim do conflito. Trens foram desviados, museus, lojas e creches ficaram fechados durante todo o dia na área afetada. (06/08)
Foto: Sebastian Kahnert/dpa/picture alliance
Parlamentares bolsonaristas protestam no Congresso
Após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, a oposição ocupou as mesas diretoras do Senado e da Câmara. Os senadores e deputados bolsonaristas prometeram ficar nos locais até que os presidentes das casas aceitem pautar a anistia para os condenados por tentativa de golpe de Estado e também reivindicaram o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. (05/08)
Foto: José Cruz/Agencia Brazil/dpa/picture alliance
Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprir medidas cautelares ao mandar mensagem a apoiadores em um vídeo publicado nas redes sociais de seu filho, Flávio Bolsonaro. Moraes ainda proibiu Bolsonaro de receber visitas e de usar aparelhos celulares. (04/08)
Foto: Mateus Bonomi/Anadolu/picture alliance
Papa Leão celebra missa para 1 milhão de jovens em Roma
No maior evento de seus três meses de pontificado, o pontífice incentivou a multidão a espalhar "o entusiasmo e o testemunho da fé". A homilia encerrou o chamado Jubileu da Juventude – peregrinação que reuniu jovens de 150 países. Leão 14 ainda fez referência aos jovens de Gaza, da Ucrânia e de outros países em guerra que não puderam participar da celebração. (03/08)
Foto: Andrew Medichini/AP Photo/picture alliance
Hamas divulga vídeo de refém para pressionar por cessar-fogo
O Hamas divulgou um vídeo do refém israelense Evyatar David, no qual ele cava sua própria cova dentro de um túnel em Gaza. "O tempo está se esgotando", diz David, de 24 anos, enquanto usa uma pá. Ao final do vídeo, o jovem, que aparece esquelético, desaba. "Só um acordo de cessar-fogo pode trazê-los de volta com vida", afirmou o grupo palestino. (02/08)
Foto: AFP
Enviado dos EUA visita centro de ajuda em Gaza operado por fundação controversa
Steve Witkoff visitou um centro de distribuição de alimentos no sul de Gaza, operado pela polêmica fundação apoiada por Israel, GHF. A ofensiva militar israelense agravou a crise humanitária no território e dificulta o envio seguro de alimentos para a população. Segundo agências internacionais, centenas de pessoas morreram vítimas de tiros ao tentar buscar ajuda nesses locais desde maio. (01/08)
Foto: David Azaguri/US Embassy Jerusalem/AP Photo/picture alliance