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Sanatório tenta livrar crianças de vícios da modernidade

(gf)4 de julho de 2005

Uma geração inteira está viciada em televisão, internet e jogos de computador, problema que um sanatório alemão, o primeiro do mundo para esta finalidade, tenta solucionar.

Excesso extrapola a brincadeiraFoto: Bilderbox

Há seis meses, médicos, psciólogos e pedagogos trabalham em Boltenhagen, um balneário na costa do Báltico, em um projeto que visa livrar crianças do vício oferecido pelos novos meios de comunicação.

Trata-se do primeiro sanatório infantil com esta finalidade na Europa, e a demanda é cada vez maior. Nas férias de verão, por exemplo, há filas de espera que duram semanas.

"Não existe no momento uma definição exata para este tipo de dependência por parte das crianças, já que a pesquisa científica ainda está no começo", explicou a psicóloga Simona Trautsch.

Quando uma criança passa mais de quatro horas à frente da televisão, começa a desenvolver alguns sintomas, como falta de concentração, irritação ou problemas para dormir. Entretanto, o diagnóstico deve ser pessoal.

1h30 é limite diário

Especialistas recomendam que as crianças entre 10 e 13 anos de idade não passem mais de 90 minutos diariamente à frente da televisão e advertem, ao mesmo tempo, que a média de consumo real para esse grupo supera os 100 minutos.

TV é outro complicadorFoto: Bilderbox

Nos Estados Unidos, o consumo televisivo e que engloba a internet é maior. De acordo com a revista da Associação Médica Americana, 26% das crianças daquele país passam diariamente quatro horas à frente da televisão. E 67% delas dedicam duas horas todos os dias aos programas da TV.

A psicóloga Trautsch, que criou a terapia ao lado de Ute Garnew, conta que durante os últimos dez anos o número de crianças obesas aumentou drasticamente. Trautsch pesquisou as causas do problema e afirmou que o porblema não está apenas nos maus hábitos alimentares, mas também na falta de exercício físico, assim como no consumo desenfreado de televisão, fixação pela internet e jogos de computador.

"É algo como a anorexia. Não se trata de evitar a comida, mas precisamos ajudar as crianças a consumir responsavelmente o que está lhe causando exagero. E isso é mais difícil", argumentou.

A rotina

Quando chegam à terapia, as crianças precisam esquecer os seus videogames. Além disso, o centro, que tem capacidade para 60 pacientes, conta com apenas um computador que os garotos não podem usar por mais de meia hora por dia.

A televisão permanece desligada a maior parte do dia, e uma equipe de profissionais superviosiona as crianças durante 24 horas diariamente. As atividades começam às 7 horas com a prática de esportes.

Após o café da manhã os garotos são distribuídos em grupos e aprendem como se alimentar. Também há grupos de teatro, de dança e de jogos com bolas. Uma parte importante da terapia é o encontro de alternativas de recreação em detrimento da internet e da televisão. Os pais também são treinados para que não permitam que seus filhos se esqueçam dos ensinamento, ao voltar para casa.

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