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Schröder em busca de negócios da China

(sv)5 de dezembro de 2004

Premiê alemão faz sua sexta viagem à China, principal parceiro comercial da Alemanha na Ásia. Uma delegação de 43 empresários acompanha o chefe de governo na visita, durante a qual serão selados contratos bilionários.

Der chinesische Ministerpraesident Wen Jiabao, rechts, winkt, als er bei seiner Ankunft im Bundeskanzleramt, am Montag, 3. Mai 2004 ,in Berlin von Bundeskanzler Gerhart Schröder begrüßt wird.
Schröder e premiê chinês Wen Jiabao: linha diretaFoto: AP

A China é o principal parceiro comercial da Alemanha na Ásia. 1800 empresas alemãs fornecem mercadorias a compradores chineses. Apenas no primeiro semestre deste ano, as exportações da Alemanha para a China cresceram em torno de 27%. E estima-se ainda que o atual volume de negócios, no valor de 43 bilhões de euros, deva ser duplicado.

Números que explicam o enorme interesse do empresariado alemão em acompanhar o premiê Gerhard Schröder em sua sexta viagem à China, para onde embarca neste domingo (5/12). Entre outros, seguem rumo ao país executivos de grupos como Siemens, Allianz, Degussa ou EADS. Em Pequim, devem ser assinados mais de vinte contratos entre empresas alemãs e a China, envolvendo bilhões de euros.

Trens, aviões, carros e até revistas

Trem de alta velocidade Transrapid, em XangaiFoto: AP

Se tudo correr como esperado, a China não deverá comprar apenas trens de alta velocidade da Alemanha, mas também encomendar mais de 20 aviões Airbus, numa transação comercial em torno de um bilhão de euros. Também o fornecimento de 180 locomotivas pela Siemens ao país, no valor de 360 milhões de euros, deverá ser definido durante a visita. Até mesmo a editora alemã Springer pretende adentrar o mercado chinês, com a publicação de revistas sobre automóveis.

Para a indústria automobilística alemã, as expectativas de expansão no país são verdadeiros “negócios da China”. Nesta segunda-feira (6/12), Schröder deverá alinhavar os primeiros pontos para a criação de uma unidade da DaimlerChrysler em Pequim.

Pouco dias depois, será inaugurada uma nova fábrica da Volkswagen em Changchung, no nordeste do país. Aproveitando a popularização do automóvel, uma empresa de médio porte de Hannover pretende abrir em todo o país uma rede de auto-escolas.

Embargo de armas: pedra no caminho

Indústria automobilística na China: mercado em expansãoFoto: AP

A grande pedra no caminho das relações teuto-chinesas pode continuar sendo o embargo de armas da UE ao país. Embora a oposição de Schröder ao embargo seja conhecida em Pequim, é provável que o problema não venha a ser tão facilmente eliminado.

Pois o chefe de governo alemão conta tanto com a resistência em casa do Partido Verde, seu parceiro na coalizão de governo, quanto com posições contrárias de outros membros da UE. Alguns destes, como os países escandinavos, exigem que a China resolva primeiro questões relacionadas ao respeito aos direitos humanos. Críticas que são revidadas com veemência pelo governo chinês.

Linha direta

Gerhard Schröder e o presidente chinês, Hu JintaoFoto: AP

Quaisquer divergências entre Berlim e Pequim passarão, porém, a ser resolvidas, a partir de agora, através de uma "linha direta" entre os governos dos dois países. A comunicação entre o gabinete do premiê na capital alemã e seu colega em Pequim é tida como segura, ou seja, isenta de eventuais escutas. O que possibilita um contato rápido e direto para tratar de questões urgentes. Até então, o governo chinês mantinha este tipo de "linha direta" apenas com Moscou, Londres e Washington.

Depois de passar dois dias na China, Schröder segue para o Japão. Um parceiro comercial que “não deve ser esquecido”, como assinala Anton F. Börner, presidente da Federação Alemã dos Atacadistas e Comércio Exterior. A razão da lembrança é simples: mesmo considerando que o crescimento econômico da China no último ano foi de exorbitantes 9%, o PIB do Japão é simplesmente três vezes maior que o chinês.

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