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Segurança internacional no centro das discussões do G7

8 de junho de 2015

A cúpula das sete economias mais avançadas entra em seu segundo e último dia com foco no combate ao terrorismo, após um domingo de críticas ao que Obama chamou de "agressão russa na Ucrânia".

G7 Runder Tisch Angela Merkel Barack Obama Francois Hollande
Foto: Reuters/M. Rehle

No segundo e último dia da cúpula do G7, na Baviera, os líderes das sete economias mais avançadas do planeta devem apresentar, nesta segunda-feira (08/06), propostas sobre a criação de uma frente internacional para combater ameaças à segurança global, como o avanço das organizações jihadistas, e aquilo que o presidente americano, Barack Obama, qualificou de "agressão russa na Ucrânia".

Os chefes de Estado e governo de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido excluíram pela terceira vez consecutiva o presidente russo, Vladimir Putin, mas convidaram outros líderes de países fora do G7 a participar do encontro.

Um deles foi o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, que irá discutir com os demais chefes de Estado a luta contra a organização terrorista "Estado Islâmico" (EI), que ocupa mais de um terço do território do país. Também está em debate o fluxo de jihadistas de várias partes do mundo que aderem ao EI e a ameaça que eles podem representar a seus países de origem.

Outro convidado da cúpula é o recém-eleito presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, que busca apoio internacional para combater o grupo terrorista Boko Haram. Os extremistas realizaram 11 atentados – que deixaram 93 mortos – na primeira semana de Buhari no poder.

Unidos contra a Rússia

O primeiro dia da cúpula do G7 foi dominado pelo conflito na Ucrânia. Obama e a anfitriã, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, convocaram a comunidade internacional a se manter firme contra a Rússia, até que o Kremlin aja dentro dos parâmetros estabelecidos pelo acordo de Minsk, que prevê um cessar-fogo no leste ucraniano.

"Espero que estejamos enviando um forte sinal aqui. As sanções à Rússia não são um fim, mas um meio para atingirmos um objetivo", disse Merkel.

Apesar de o presidente Putin insistir que "não há motivos para temer a Rússia", o recente acirramento do conflito na Ucrânia elevou os temores de um fracasso do frágil acordo de paz assinado há quatro meses.

Mudanças climáticas na pauta

Angela Merkel e o presidente francês, François Hollande, deverão buscar um consenso entre seus colegas do G7 sobre outro tema sensível na comunidade internacional: as mudanças climáticas. Um novo acordo para reduzir a emissão de gases do efeito estufa será discutido na Conferência do Clima em Paris, marcada para o fim de novembro.

Os dois líderes buscam enviar uma mensagem clara para que outras nações se comprometam a reduzir suas emissões e a frear o aquecimento global, que ameaça derreter as calotas polares, elevar o nível dos oceanos e agravar os fenômenos naturais extremos.

RC/afp/dpa

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