Publicado 31 de dezembro de 2025Última atualização 1 de junho de 2026
Mais jogos, mais times, mais deslocamentos: Estados Unidos, Canadá e México vão sediar o maior mundial de futebol da história, com a participação de 48 seleções. A DW destaca seis mudanças na próxima edição do torneio.
Críticos acreditam que aumentar número de seleções pode diminuir qualidade dos jogosFoto: Jim Watson/AFP/Getty Images
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Em dez dias, Estados Unidos, Canadá e México receberão a maior e mais longa Copa do Mundo da história do futebol. No entanto, os atritos entre os anfitriões, os custos de ingressos e as longas distâncias para acompanhar o torneio pressionam a Fifa e o governo americano. Até mesmo possíveis violações de direitos humanos e restrições de viagem já viram desafio para as seleções em um evento que rompe com modelos anteriores em diversos níveis.
O Brasil estreia no dia 14 de junho, contra o Marrocos. Abaixo, a DW lista seis novidades dessa edição do torneio.
1. Três países como anfitriões conjuntos
Normalmente, a Copa do Mundo é um evento sediado por um único país. A Copa de 2002 inovou quando Japão e Coreia do Sul – duas nações que nem sempre tiveram uma relação fácil – se uniram para sediar o torneio.
A Copa de 2026 vai além: Estados Unidos, Canadá e México serão anfitriões. Embora esses países geralmente mantenham boas relações, os laços dos EUA com Canadá e México ficaram mais tensos desde o início do segundo mandato do presidente americano, Donald Trump.
Suas ameaças de anexar o Canadá como o "51º" estado americano e a imposição de tarifas punitivas azedaram o clima entre dois aliados historicamente próximos. As relações dos EUA com o México também se deterioraram por vários motivos, incluindo as ameaças de Trump, ainda que tácitas, de usar força militar para combater cartéis de drogas que operam no México.
2. Mais times, mais jogos
Gostando ou não, a decisão de expandir a Copa do Mundo de 32 para 48 seleções foi ousada por parte do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Mais equipes significa muito mais jogos: serão 104 partidas, contra 64 na Copa de 2022 no Catar . Isso também implica em 12 grupos de quatro times, em vez de oito. Foi adicionada uma fase extra de mata-mata – com 32 times – para reduzir o número de equipes até a final, marcada para 19 de julho em Nova Jersey.
A partida decisiva será disputada no 39º dia do torneio, dez dias a mais do que a duração da Copa de 2022.
Mais seleções também significou mais chances de países chegarem à Copa do Mundo pela primeira vez. Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão farão suas estreias.
3. Pausas obrigatórias para hidratação
Embora as pausas para hidratação não sejam novidade no futebol, a Fifa anunciou que todos os jogos da Copa de 2026 terão duas pausas programadas, independentemente das condições climáticas. Os árbitros deverão interromper as partidas aos 22 minutos de cada tempo para que os jogadores se reidratem.
Cada mascote da Copa 2026 representa um dos países-sede: Canadá, Mexico e EUAFoto: William Volcov/Brazil Photo Press/IMAGO
Antes, as pausas só eram obrigatórias aos 30 minutos quando a temperatura no início do jogo ultrapassasse 31 °C. A mudança ocorre devido a preocupações com altas temperaturas esperadas em algumas cidades-sede, como aconteceu no Mundial de Clubes.
Outra diferença é que emissoras poderão cortar a transmissão das partidas para exibir comerciais durante essas pausas de três minutos. Na prática, divide os jogos em quatro períodos – assim como acontece em dois dos esportes televisivos mais populares dos Estados Unidos, o basquete e o futebol americano.
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4. Preocupações com direitos humanos
Um relatório divulgado pela Anistia Internacional em março alertou que a Copa do Mundo representa "riscos e impactos significativos para torcedores, jogadores, jornalistas, trabalhadores e comunidades locais".
O documento é especialmente crítico em relação aos EUA, que sediarão a grande maioria das partidas. Ele descreve a situação no país como uma "emergência de direitos humanos" e aponta o que chama de um "padrão reconhecível de práticas autoritárias". O relatório expressa preocupação particular com a atuação de agentes de imigração do ICE destacados para alguns estados.
A Anistia também observou, entre outros pontos, que o México mobilizou 100 mil agentes de segurança, incluindo militares, em resposta aos altos níveis de violência no país.
No caso do Canadá, o relatório citou temores de que pessoas em situação de rua possam ser ainda mais marginalizadas, especialmente nas cidades-sede de Vancouver e Toronto, além de restrições impostas ao direito à liberdade de reunião pacífica.
5. Altos custos de viagem e ingressos
As grandes distâncias envolvidas tornam as viagens caras até mesmo para torcedores dos EUA. Os locais mais distantes entre si são Vancouver e Miami – 4.507 quilômetros.
O New York New Jersey Stadium, como será conhecido durante a Copa do Mundo, sediará a final no dia 19 de julhoFoto: felixtm/Depositphotos/IMAGO
Não é a primeira vez que uma Copa do Mundo ocorre em uma área geográfica tão ampla, mas as distâncias que equipes e torcedores terão de percorrer em 2026 serão um choque após o evento no Catar, em 2022, e ultrapassam as registradas no Brasil, em 2014.
Os locais mais distantes entre si são Vancouver, no Canadá, e Miami, nos Estados Unidos, separados por 4.507 quilômetros. O Brasil vai percorrer pouco mais de 2 mil quilômetros entre os jogos das fazes de grupos. Já países como a Alemanha, por exemplo, terão de viajar mais de 2,6 mil quilômetros apenas nesta fase, rodando de Houston (EUA) para Toronto (Canadá) e depois para Nova Jersey (EUA).
Além da distância, os preços dos ingressos são tão controversos que a organização de torcedores Football Supporters Europe (FSE) entrou com uma ação contra a Fifa junto à Comissão Europeia por "preços excessivos" das entradas. Com um mês para a partida de abertura, em 11 de junho, os ingressos para a maioria dos jogos da fase de grupos ainda estavam à venda ao público geral. Os mais caros para a estreia dos EUA contra o Paraguai, em Los Angeles, estavam listados a 4.105 dólares (R$ 20,7 mil).
O próprio site de revenda da Fifa, o Fifa Marketplace, anunciou recentemente ingressos para a final por mais de 2 milhões de dólares cada (R$ 10 milhões).
O presidente da entidade, Gianni Infantino, defende a política de preços, citando o pequeno número de ingressos mais baratos disponibilizados a torcedores fiéis das seleções por meio de suas federações. Falando em Los Angeles, Infantino afirmou que os custos refletem simplesmente a demanda em um mercado caro.
"E se alguém comprar um ingresso para a final por 2 milhões de dólares, eu pessoalmente levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que ele tenha uma grande experiência", prometeu.
6. A questão do Irã e restrições de viagem
O Irã se classificou para sua sétima Copa do Mundo, mas desde o início sua participação se tornou problemática. O país é um dos quatro classificados cujos cidadãos enfrentam proibições totais ou parciais para viajar aos Estados Unidos, onde todos os seus jogos da fase de grupos serão disputados. Pelo decreto executivo de Trump, as seleções, seus treinadores e equipes de apoio estão isentos, mas isso não se aplica a dirigentes da federação iraniana.
No início deste ano, os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra o Irã, após a qual a federação iraniana ameaçou "boicotar" suas partidas nos EUA. Trump afirmou depois que, "por sua própria vida e segurança", não seria apropriado que o Irã participasse do torneio. Agora, o México concordou com um acordo pelo qual a seleção ficará baseada no país, viajando apenas para cruzar a fronteira em seus dois jogos em Los Angeles e no terceiro, em Seattle.
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Adam Gray/REUTERS
O mundo se despede de 2025
Cidades no globo festejaram a virada. Em Jacarta, na Indonésia, crianças usaram adereços na cabeça para dar boas-vindas a 2026. Entre as primeiras nações a saudar o Ano Novo, a Austrália teve a festa ofuscada pelo trauma do massacre da praia de Bondi, em 14 de dezembro, em que 15 pessoas foram mortas. Uma hora antes da meia-noite, as vítimas foram homenageadas com um minuto de silêncio. (31/12)
Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/REUTERS
Roubo a banco cinematográfico na Alemanha
Usando uma furadeira de grande porte, uma gangue conseguiu perfurar uma parede da câmara forte de uma agência do banco Sparkasse, na cidade alemã de Gelsenkirchen. Mais de 3 mil cofres foram arrombados, e mais de 2.500 clientes afetados – um dos maiores assaltos da Alemanha do pós-guerra, como afirmou a agência de notícias alemã dpa. (30/12)
Foto: Polizei Gelsenkirchen/dpa/picture alliance
Trump confirma primeiro ataque em terra dos EUA na Venezuela
Presidente disse que forças americanas destruíram área de carregamento de supostos barcos que traficavam drogas, no que pode ser considerado o primeiro ataque terrestre na Venezuela da campanha militar dos EUA para combater o narcotráfico e pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro. (29/12)
Foto: Eva Marie Uzcategui/REUTERS
Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês
Brigitte Bardot, a lendária atriz francesa, ícone feminino dos anos 1960 e fervorosa ativista dos direitos dos animais, morreu aos 91 anos. Saudada por Simone de Beauvoir em 1959 como "locomotiva da história das mulheres", ela se destacou como defensora dos direitos dos animais e polarizou com discurso xenófobo. (28/12)
Foto: Valery Hache/AFP
Moraes decreta prisão domiciliar de dez condenados por golpe
Após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica contra outros dez condenados pela trama golpista, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
São alvos da decisão réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe, que foram condenados pela Primeira Turma do STF. (27/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso no Paraguai com passaporte falso
Vasques foi preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador usando um passaporte paraguaio incompatível com seus dados pessoais. A prisão ocorreu após a PF detectar o rompimento de sua tornozeleira eletrônica e acionar autoridades nas fronteiras. Moraes classificou o episódio como tentativa de fuga e decretou sua prisão preventiva. (26/12)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Papa pede "coragem" para acabar com guerra da Ucrânia
Em sua primeira mensagem de Natal como chefe do Vaticano, o Papa Leão 14 instou a Rússia e a Ucrânia a encontrarem "coragem" para um "diálogo sincero, direto e respeitoso" na busca por um acordo de paz. Leão 14 ainda pregou por "justiça, paz e estabilidade para o Líbano, Palestina, Israel e Síria", com renovação das promessas pelo fim das guerras. (25/12)
Foto: Yara Nardi/REUTERS
Em mensagem de Natal, presidente alemão destaca importância de laços comunitários
Em seu tradicional discurso de Natal à nação, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, destacou a importância dos laços comunitários e da cooperação, exortando os alemães a trabalharem em conjunto e a ajudar uns aos outros em tempos difíceis.
"Na escuridão, brilha uma luz", disse Steinmeier, que ocupa a Presidência federal da Alemanha desde 2017. (24/12)
Foto: Bundespresseamt
Greta Thunberg presa no Reino Unido com base em Lei Antiterrorismo
A polícia britânica prendeu a ativista sueca Greta Thunberg durante um protesto pró-palestinos em Londres. O grupo Defend Our Juries afirmou que ela foi detida sob a Lei Antiterrorismo do país após segurar um cartaz declarando apoio a presos ligados à Palestine Action, uma organização que o governo britânico classificou como terrorista. (23/12)
Foto: Prisoners for Palestine/REUTERS
Banksy revela nova obra de arte em Londres
O artista de rua britânico Banksy revelou sua mais recente obra no subúrbio de Bayswater, em Londres, dois dias depois de um grafite idêntico ter aparecido na Oxford Street, no centro da cidade. O mural em preto e branco retrata duas crianças com jaquetas de inverno, gorros e botas de borracha deitadas de costas, olhando e apontando para cima. (22/12)
Foto: Stefan Rousseau/AP Photo/picture alliance
Drones viram desafio de segurança na Alemanha
O aparecimento de drones desconhecidos nos céus tem se tornado um desafio de segurança para a Alemanha. Em mercados de Natal, aeroportos ou áreas militares, sobrevoos não autorizados acendem alerta de espionagem ou sabotagem. Governo federal aposta em maior controle. (21/12)
Foto: Angelika Warmuth/REUTERS
Alemanha marca um ano de ataque a feira de Natal em Magdeburg
A cidade de Magdeburg, na Alemanha, homenageou as vítimas do ataque contra um mercado de Natal que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em 2024. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, disse que "raiva e fúria" eram permissíveis diante de crimes cruéis. O caso acirrou os discursos políticos sobre a migração na campanha para as eleições federais de 2025, que levaram Merz ao poder. (20/12)
Foto: Hendrik Schmidt/dpa/picture alliance
Ucrânia recebe apoio de 90 bilhões de euros da UE
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, visitou a Polônia no dia em que a União Europeia (UE) concordou em fornecer um empréstimo sem juros de 90 bilhões de euros (R$ 582 bilhões) ao seu país. O apoio servirá para atender às necessidades militares e econômicas pelos próximos dois anos, em meio à guerra contra a Rússia. (19/12)
Foto: PRESIDENT OF UKRAINE/apaimages/IMAGO
Agricultores protestam em Bruxelas contra acordo UE-Mercosul
Agricultores incendiaram pneus e lançaram batatas e ovos contra a polícia de choque em Bruxelas, em protesto contra o acordo de livre comércio Mercosul-UE. Diante do Parlamento Europeu, houve cenas de violência, fogos de artifício e vandalismo. Após reunição de líderes europeus, a assinatura do tratado foi adiada. (18/12)
Senado aprova PL que reduz tempo de prisão de Bolsonaro
O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção, o PL da Dosimetria. A proposta prevê a redução de penas de centenas de condenados pelos atentados às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Texto vai para sanção presidencial. (17/12).
Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS
Dembélé (esq.) é escolhido melhor jogador do ano pela Fifa
Ousmane Dembélé foi o grande vencedor do prêmio The Best 2025, da Fifa. O francês, que atua pelo PSG, recebeu o trófeu de melhor jogador do ano das mãos do presidente da entidade, Gianni Infantino (à direita). O espanhol Lamine Yamal ficou em segundo, e o também francês Kylian Mbappé, em terceiro. Dembélé já havia levado a Bola de Ouro, da "France Football", de melhor jogador de 2025. (16/12)
O diretor Rob Reiner e sua esposa, Michele Singer, foram encontrados mortos em Los Angeles, nesse domingo (14/12). O principal suspeito do homicídio é o filho do casal, Nick Reiner, de 32 anos. Rob tinha 78 anos e dirigiu títulos como "Harry e Sally" (1989), "Conta Comigo" (1986) e "Spinal Tap" (1984). O diretor também militou em causas progressistas e foi um ferrenho crítico de Trump. (15/12)
Foto: Steven Bergman/AFF/ABACA/picture alliance
Homem desarma atirador em ataque na Austrália
Vídeo mostra um homem desarmando um atirador durante ataque em que morreram ao menos 12 na praia de Bondi, em Sydney, Austrália, incluindo um dos agressores. A polícia australiana informou que dois homens abriram fogo contra a multidão. Um deles foi morto por policiais. O outro suspeito foi internado em estado crítico. O ocorrido foi classificado de ataque terrorista pelas autoridades. (14/12)
Foto: BNONews/X
Tumulto em turnê de Messi pela Índia
Fãs revoltados derrubaram barricadas, arremessaram cadeiras e invadiram o gramado de um estádio em Calcutá, após o jogador de futebol Lionel Messi ser retirado da arena mais cedo que o esperado, apesar do alto preço dos ingressos. Ele deveria disputar uma partida de exibição, o que não aconteceu. O craque argentino de 38 anos, jogador do Inter Miami, faz uma turnê de três dias pelo país. (13/12)
Foto: Sahiba Chawdhary/REUTERS
EUA retiram sanções da Lei Magnitsky contra Moraes e esposa
A Casa Branca retirou o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. Utilizada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos, as sanções foram impostas em julho em retaliação ao papel do ministro no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. (12/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Protestos da geração Z derrubam primeiro governo na Europa
O primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, renunciou ao cargo diante de protestos em massa liderados pela Geração Z. A manifestação ocorre na esteira de outros atos comandados por jovens que já derrubaram governos em Bangladesh, Nepal, Sri Lanka e Madagascar. A queda do governo búlgaro ocorre apenas algumas semanas antes da entrada do país na zona do euro. (11/12)
Foto: Dimitar Kyosemarliev/AFP
Ex-presidente da Bolívia é preso
O ex-presidente da Bolívia Luis Arce foi preso a pouco mais de um mês de deixar o cargo. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação contra Arce, que governou a Bolívia entre 2020 e 2025, por suposto desvio de recursos do Fundo Indígena, destinado ao desenvolvimento de comunidades indígenas e camponesas. (10/12)
Senado aprova PEC do marco temporal das terras indígenas
O Senado aprovou a PEC que institui o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O texto, que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, inclui na Constituição que os territórios devem ser demarcados apenas conforme sua ocupação no ano de 1988. O marco temporal é fortemente criticado pelos povos originários e entidades de direitos humanos e defendida pelo agronegócio. (09/12)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Países da UE endurecem política migratória
Ministros do Interior dos 27 países-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre um significativo endurecimento da política comum de asilo. Medidas incluem criação de centros de retorno fora do bloco, rejeição de migrantes nas fronteiras e penas mais rígidas para quem não cooperar com processo de deportação. Mudanças dependem de aval do Parlamento Europeu. (08/12)
Foto: Judith_Buethe
Merz visita Israel
O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, cumpriu sua primeira visita oficial a Israel desde que assumiu o cargo em maio. O líder alemão reafirmou o que chamou de "responsabilidade histórica" do seu país na "defesa" e "segurança" de Israel e disse que a Alemanha não pretende reconhecer um Estado palestino num futuro próximo. (07/12)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Homens armados matam pelo menos 11 pessoas em albergue na África do Sul
Homens armados invadiram um albergue na capital da África do Sul e mataram pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança de três anos, e feriram mais de uma dúzia de outras. A polícia informou que está investigando se os assassinatos estão relacionados a um bar dentro do albergue que poderia estar vendendo álcool ilegalmente. (06/12)
Foto: Gianluigi Guercia/AFP
Alemanha aprova alistamento militar obrigatório
O Parlamento alemão aprovou uma nova lei sobre o serviço militar. A legislação reintroduz na Alemanha o alistamento militar obrigatório a todos os homens com mais de 18 anos, que havia sido suspenso em 2011. A nova exigência de alistamento, porém, não leva ao serviço militar obrigatório. (05/12)
Foto: Hannes P. Albert/dpa/picture alliance
Steinmeier em visita histórica ao Reino Unido
No segundo dia de uma turnê de três dias no Reino Unido, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, discursou no parlamento britânico, honra dada a poucos estrangeiros. A viagem é a primeira visita de Estado no país de um presidente alemão em 27 anos. Em seu pronunciamento, Steinmeier ressaltou a importância atual de uma cooperação mais estreita entre Londres e Berlim. (04/12)
Foto: Kin Cheung/AP Photo/picture alliance
EUA são denunciados a comissão da OEA por ataque a barco no Caribe
Família de pescador colombiano morto em ação militar dos EUA contra supostos "narcoterroristas" acusou o governo Trump de execução extrajudicial em denúncia formal à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). É a primeira queixa formal desde o início dos ataques na região, em setembro. Órgão não tem poder de impor cumprimento de decisões, mas pode constranger a Casa Branca. (03/12)
Foto: U.S. Southern Command/NTB/IMAGO
Ex-chefe da diplomacia da União Europeia é presa na Bélgica
Federica Mogherini, que acumulou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia entre 2014 e 2019, foi uma das 3 pessoas detidas pela polícia no âmbito de investigação sobre corrupção em escola de formação de diplomatas. A italiana dirige o Colégio da Europa desde 2020 e, em 2022, assumiu também a direção da Academia Diplomática da UE. (02/12)
Foto: Sebastian Christoph Gollnow/dpa/picture alliance
Hong Kong em luto após pior incêndio residencial do mundo desde 1980
Número de vítimas foi revisado para 151 após outros corpos serem encontrados, e 14 suspeitos foram presos. Autoridades constataram que as redes de proteção no exterior do complexo de edifícios falharam em evitar que as chamas se espalhassem. (01/12)