Militar francês dispara contra homem armado com facão nas imediações do museu em Paris, afirma polícia. Primeiro-ministro francês classifica ataque de terrorista.
Foto: Getty Images/AFP/A. Jocard
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A polícia de Paris informou na manhã desta sexta-feira (03/02) que um soldado abriu fogo diante do Museu do Louvre após ser agredido por um homem armado com um facão.
Quatro soldados que patrulhavam o shopping center diante da entrada do museu no subsolo teriam tentado desarmar o agressor antes de abrir fogo. Segundo as autoridades, ele gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe) antes de tentar atacar os militares. O homem foi atingido por cinco disparos e ficou gravemente ferido.
O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, declarou que o ataque foi "terrorista em sua natureza". O Ministério do Interior afirmou que procuradores antiterrorismo estão investigando o incidente.
O agressor portava duas mochilas. Após verificação, constatou-se que estas não continham explosivos, informou a polícia. Um segundo suspeito foi detido, mas a polícia ainda não confirmou o envolvimento dele no ataque.
Pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu o episódio a um "terrorista radical islâmico". "Um novo terrorista radical islâmico acaba de atacar o Museu do Louvre em Paris. Os turistas foram confinados. A França está no limite de novo. Fiquem atentos, EUA", escreveu.
Museu fechado
O Louvre fica no coração da capital francesa e é uma das principais atrações turísticas da cidade. O museu fechou as portas após o incidente desta sexta-feira. Cerca de mil visitantes ficaram confinados no local. Eles foram liberados duas horas depois do ataque. As vias ao redor do museu foram bloqueadas, e as estações de metrô, fechadas.
O Ministério do Interior francês descreveu no Twitter o acontecimento como "um grave incidente para a segurança pública", afirmando que a prioridade era uma intervenção das forças de segurança.
Patrulhas militares fazem parte das medidas de segurança implementadas após os ataques terroristas ocorridos na França em 2015 e 2016. Soldados armados são vistos regularmente nos arredores do Louvre.
O museu vem registrando uma queda no número de visitantes após a série de atentados no país. Em 2016, o número de visitantes caiu 15% em relação ao ano anterior, para 7,3 milhões.
LPF/KG/ap/afp/dpa
Desde janeiro de 2015, ataques terroristas tentam desestabilizar as sociedades pacíficas, não só na Europa. Diversos artistas têm reagido, com músicas, desenhos ou vídeos, com consolo ou provocação.
Foto: Reuters/R. Krause
Primeiro sinal de paz
No dia seguinte aos atentados de novembro de 2015 em Paris, que deixaram mais de 130 mortos, a cidade estava de luto. Mas logo uma multidão se reuniu quando Davide Martello começou a tocar, diante de um dos alvos, o clube Bataclan, "Imagine", de John Lennon, num piano trouxera da Alemanha. Mais tarde o músico comentaria: "Eu queria estar lá para tentar consolar e dar um sinal de esperança."
Foto: Getty Images/AFP/K. Tribouillard
Quando faltam palavras
Em seguida ao caos de uma tragédia, uma simples imagem pode ser um consolo eloquente. Igualmente após os atos terroristas de Paris, o artista gráfico francês Jean Jullien postou nas redes sociais o símbolo da paz, incorporando nele o contorno da Torre Eiffel. Logo o desenho se consagrou como ícone da solidariedade com as vítimas.
Foto: Jean Jullien
Desenhos como arma
O papel dos artistas nem sempre é pacífico. O caricaturista francês Charb era famoso por suas charges ofensivas sobre temas religiosos, inclusive o islamismo. Depois que radicais muçulmanos o abateram e a seus colegas na redação do tabloide "Charlie Hebdo", em janeiro de 2015, manifestantes usaram os desenhos irreverentes para desafiar os atacantes e seus apoiadores.
Foto: Getty Images/E. Cabanis
Música entre ruínas
O pianista sírio-palestino Aeham Ahmad também foi alvo da fúria terrorista. Tendo estudado música em Damasco e Homs, ele passou grande parte da vida num alojamento de refugiados. O vídeo em que toca piano numa rua bombardeada da Síria atraiu atenção internacional no Youtube. Depois que militantes do "Estado Islâmico" (EI) incendiaram seu instrumento, Ahmad refugiou-se na Alemanha, onde hoje vive.
Foto: picture-alliance/dpa/M. Hitij
Catarse teatral
A noção do filósofo grego Aristóteles de catarse, a purgação das emoções, no teatro, continua provando sua validade. A dramaturga austríaca Elfriede Jelinek elaborou a peça "Wut" (Raiva) ainda em choque devido aos atentados de 2015 em Paris. O título não se refere apenas à fúria dos atacantes, mas também ao ódio de algumas das reações, e à agonia dos que se veem presos entre os dois extremos.
Foto: picture-alliance/dpa/C. Fürst
"Même pas peur"
Em 13 de março de 2016, militantes da Al Qaeda fuzilaram 19 pessoas numa praia da cidade Grand-Bassam, na Costa do Marfim. Dez dias mais tarde um grupo de cantores pop nacionais divulgou um vídeo para retomar seu espaço de vida. "Même pas peur" (Nem deu medo) é o nome da canção, cujas palavras de desafio ganham força extra na dança em meio à areia branca, livre de qualquer sinal de sangue.
Foto: DW/J.-P. Scholz
Apenas cor e linhas
Nem todas as reações artísticas à violência são literais. As cores vivas e formas dinâmicas da arte abstrata de Guillaume Bottazzi falam por si, contrapondo-se aos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas. No fim de outubro, o artista começou a realizar um mural na Place Jourdan da capital belga, como memorial permanente às vítimas.
Foto: DW/M. Kübler
Homenagem gigantesca e colorida
O americano Jeff Koons é um dos artistas mais ricos do mundo, que contrata operários para construir seus projetos. Numa cerimônia em novembro, em Paris, ele apresentou seus planos para uma enorme escultura: "Bouquet of Tulips 2016", doada em homenagem às vítimas dos múltiplos atentados terroristas de 2015, na capital francesa, será instalada diante do Palais de Tokyo.
Foto: picture-alliance/AP Photo/M. Euler
Together Berlin!
Em 20 de dezembro de 2016, dia seguinte ao ataque com um caminhão a uma feira natalina de Berlim, que custou 12 vidas, o Portão de Brandemburgo foi iluminado com as cores da bandeira alemã. Três dias mais tarde, o local foi palco do show de música "Together Berlin!", sinal de resistência à tentativa dos terroristas de instaurar medo e insegurança na sociedade pacífica.