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STF forma maioria para liberar parte dos penduricalhos

27 de junho de 2026

Ministro Luiz Fux acompanhou os votos anteriores. Assim, magistrados, procuradores e promotores terão pagamento liberado. Placar ficou em 6 a 0. Julgamento virtual segue até a próxima terça-feira.

Estátua defronte ao STF
Quatro ministros do STF ainda precisam votar no julgamento virtualFoto: Antonio Augusto/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27/06), o placar ficou em 6 votos a 0 pela liberação.

Dessa forma, ficam autorizados os pagamentos de verbas retroativas e que estavam suspensas – desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenha verificado a legalidade e a regularidade.

Os votos anteriores foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino, que propuseram que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público.

Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral.

O julgamento virtual segue até a próxima terça-feira. Quatro ministros ainda precisam votar.

Entenda

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, ultrapassam a remuneração máxima definida constitucionalmente, hoje de R$ 46,3 mil.

Em 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

md (Agência Brasil, ots)

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