Tensões elevam risco de nova guerra civil no Sudão do Sul
Benita van Eyssen
15 de março de 2025
Disputas entre presidente e vice desencadearam surtos de violência; ataque a helicóptero da ONU que fazia resgates matou membro da organização e general sul-sudanês, piorando a crise no país.
As tensões aumentaram no Sudão do Sul desde que o governo do presidente Salva Kiir (à direita) deteve aliados de seu vice, Riek Machar (à esquerda)Foto: Alex McBride/AFP
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O Sudão do Sul enfrenta um aumento nas tensões políticas e sociais, com a violência crescente de milícias, mudanças de gabinete e prisões de várias autoridades do alto escalão do governo na capital, Juba.
Nas últimas semanas, o presidente Salva Kiir e seu vice, Riek Machar, se envolveram em divergências políticas que conduziram a confrontos mortais. O ataque a um helicóptero das Nações Unidas que matou um membro da tripulação da ONU e um general sul-sudanês na semana passada foi mais um passo em direção ao risco de uma nova guerra civil no país mais jovem do mundo.
Kiir demitiu vários funcionários importantes do governo em fevereiro como parte de uma reformulação do gabinete, o que foi visto por Riek Machar como uma violação ao acordo de paz de 2018, explica Daniel Akech, analista do Sudão do Sul no International Crisis Group, uma organização não governamental de prevenção de conflitos.
"E no oeste de Bahr al-Ghazal, houve alguns surtos de violência em protesto contra essas mudanças que o presidente fez sem consultar o vice-presidente", acrescentou Akech, em referência a uma região no noroeste do país.
De acordo com Akech, a ordem de Kiir para a redistribuição de forças em algumas áreas desencadeou a violência em regiões como Nasir, no Alto Nilo, no leste do país, onde o helicóptero das Nações Unidas que tentava resgatar soldados foi atacado.
A Radio Miraya, afiliada à ONU, informou que o chamado Exército Branco, um bando de jovens armados da comunidade étnica Nuer, a mesma de Machar, era suspeito de envolvimento no ataque.
Desde então, a Embaixada dos Estados Unidos no Sudão do Sul ordenou a saída do país de funcionários não emergenciais do governo americano. O ataque foi condenado ainda pelas embaixadas de países como França, Canadá, Holanda, Alemanha e Noruega.
"O conflito armado está em andamento e inclui lutas entre vários grupos políticos e étnicos. As armas estão prontamente disponíveis para a população", diz um aviso de viagem dos EUA.
Mediadores e Uganda entram em cena
Em 12 de março, a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) da região, que tem a atribuição de lidar com questões de paz e segurança no Sudão do Sul, convocou uma cúpula para discutir os últimos acontecimentos.
Enquanto isso, a vizinha Uganda, membro líder da Igad, enviou esta semana forças especiais para o Sudão do Sul.
"Há dois dias, nossas unidades das Forças Especiais entraram em Juba para protegê-la", disse o chefe do exército do país, Muhoozi Kainerugaba, no X.
"Nós, da UPDF [forças armadas de Uganda], reconhecemos apenas um presidente do Sudão do Sul, S.E. Salva Kiir... qualquer movimento contra ele é uma declaração de guerra contra Uganda", diz.
Kiir e o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, são aliados, e Museveni já interveio militarmente ao lado de Kiir no Sudão do Sul.
As forças armadas de Kiir estão posicionadas nos condados vizinhos a Juba, enquanto as forças armadas ligadas a Machar e à oposição também estão posicionadas nos chamados locais de contenção em áreas próximas, disse Akech à DW.
"Portanto, se houver algum movimento agressivo entre as duas forças, essa pode ser uma área em potencial. Mas até agora as coisas têm se mantido calmas, porém tensas", disse ele.
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ONU alerta sobre "regressão"
Em 8 de março, Yasmin Sooka, presidente da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas no Sudão do Sul, emitiu uma declaração severa.
"O Sudão do Sul deveria estar avançando, implementando as disposições do acordo de paz, fortalecendo as instituições e construindo uma base para a democracia", afirma. "Em vez disso, estamos testemunhando uma regressão alarmante que pode apagar anos de progresso duramente conquistado."
A comissão também observou que o Sudão do Sul retornou "às disputas de poder imprudentes que devastaram o país no passado".
Em seu relatório mais recente sobre o país, a comissão disse que uma grande crise de direitos humanos se instalou. Mais da metade da população está enfrentando insegurança alimentar aguda, enquanto 2 milhões de sul-sudaneses estão deslocados internamente e 2,3 milhões buscaram refúgio em países vizinhos.
Nos últimos dias, grupos da sociedade civil local, organizações lideradas por mulheres e líderes da igreja sudanesa têm pedido diálogo político para evitar novas hostilidades.
Especialistas dizem que a volátil dupla que está no poder não ajuda a situação geral. "Há muitas tensões não resolvidas entre os dois líderes, que remontam à época da guerra civil... alguns desses episódios de conflito que estamos vendo agora estão ligados a essas feridas", disse Akech.
Os dois ainda precisam estabelecer confiança, chegar a um acordo sobre uma constituição e implementar outras disposições importantes do acordo de paz. "Tem sido um relacionamento com muitas suspeitas e desconfianças. Portanto, não espero que eles transformem essa relação em uma relação positiva. É uma relação muito hostil", disse o analista à DW.
Como resultado, o Sudão do Sul não tem uma constituição acordada e uma força armada unificada ainda não foi formada.
Mais da metade da população do Sudão do Sul enfrenta insegurança alimentar aguda e mais de 4 milhões tiveram de se deslocar com a guerra civil Foto: JOK SOLOMUN/REUTERS
A guerra civil em grande escala é inevitável?
"Cada líder tem suas próprias forças armadas em todo o país, e esse é o problema", disse Akech. Machar tem as forças de oposição da SPLA-IO.
Os pesquisadores do International Crisis Group dizem que as avaliações internacionais indicam uma rápida deterioração da situação de segurança e a possibilidade de uma nova guerra civil. O grupo alertou sobre a possibilidade de as milícias do Exército Branco assumirem o controle de Nasir e de outras partes estratégicas do Sudão do Sul e se espalharem pelo Sudão, ao norte.
Há também a atual crise no Sudão. "O tipo de tensão que estamos vendo agora tem muito a ver com o alastramento da guerra no Sudão", de acordo com Akech. O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em junho de 2011. Juba depende dos petrodólares do petróleo transportado pelo Sudão.
Nos últimos dias, Kiir consultou seus colegas no Sudão e na Somália.
Seria imprudente sugerir que a violência em grande escala é inevitável no Sudão do Sul agora, de acordo com Abiol Lual Deng, um cientista político sul-sudanês-americano.
"Quando falamos sobre o Sudão do Sul e a violência, fico triste em dizer que, infelizmente, é um país em que sempre houve violência de baixo nível", disse ela à DW.
A medida em que a comunidade internacional pode exercer pressão é o que realmente está em jogo no país com uma população jovem que não necessariamente compartilha as divisões étnicas de seus líderes.
Deng acredita que o que está em jogo é até que ponto a comunidade internacional pode exercer pressão sobre os lados em conflito.
"Acho que a comunidade internacional se unirá para enviar mensagens para [Kiir e Machar] discretamente, e também publicamente, para que parem", disse ela.
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
Foto: Francisco Seco/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
Foto: STR/AFP
França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
Foto: Ludovic Marin/AP Photo/picture alliance
Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)