1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
ConflitosVenezuela

Trinidad e Tobago em alerta por crise entre EUA e Venezuela

1 de novembro de 2025

País colocou Forças Armadas em "alerta geral" e convocou suas tropas de volta aos quartéis, em meio à crescente tensão regional. Medida gerou pânico entre moradores da capital do país caribenho.

Uma embarcação da guarda costeira venezuelana patrulha as águas do Caribe, com navio cargueiro ao fundo
Uma embarcação da guarda costeira venezuelana patrulha as águas do Caribe Foto: Juan Carlos Hernandez/REUTERS

Trinidad e Tobago colocou suas Forças Armadas em "alerta geral" e convocou suas tropas de volta aos quartéis em meio à crescente crise entre a Venezuela e os Estados Unidos envolvendo o envio de navios de guerra americanos para o Caribe.

Washington enviou oito navios da Marinha dos EUA para o Caribe em agosto como parte de uma operação declarada para combater o narcotráfico. Em seguida, enviou caças F-35 para Porto Rico e agora um grupo de ataque de porta-aviões está a caminho da região.

A Venezuela considera a operação uma "ameaça" de uma "mudança de regime".

"Alerta máximo: Com efeito imediato, as Forças de Defesa de Trinidad e Tobago (TTDF) estão em NÍVEL DE ALERTA UM. Todos os membros devem se apresentar em suas respectivas bases", diz a mensagem enviada nesta sexta-feira (31/10) pelas Forças Armadas de Trinidad e Tobago a todos os oficiais. A polícia, por sua vez, cancelou "todas as autorizações de saída".

Os agentes foram instruídos a se apresentar em suas respectivas bases às 18h (horário local) desta sexta-feira. "A todos é fortemente aconselhado que façam os preparativos necessários com suas famílias e concluam todos os preparativos pessoais para o confinamento", acrescentou o texto.

"Precaução"

Oficiais de alta patente realizaram reuniões a portas fechadas durante várias horas na sexta-feira, enquanto todos os soldados receberam ordens para retornar às suas bases.

Segundo um oficial superior das TTDF, o alerta é uma medida de precaução destinada a garantir a plena prontidão operacional diante da incerteza no cenário de segurança regional.

O alerta provocou pânico em Porto de Espanha, capital do país, onde muitos correram às lojas para comprar alimentos e a postos de gasolina para abastecer.

O governo de Trinidad e Tobago pediu calma, afirmando estar "em contato ativo com a Embaixada dos Estados Unidos da América em Porto de Espanha".

"De acordo com as informações recebidas, não há motivo para preocupação da população. Portanto, todos os cidadãos são instados a manter a calma", declarou o governo de Trinidad e Tobago em um comunicado à imprensa.

Ataques?

Os Estados Unidos lançaram uma campanha de ataques no início de setembro contra embarcações supostamente envolvidas no tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Leste, que deixou pelo menos 62 mortos e destruiu 14 navios e um semissubmersível.

O envio de tropas americanas ocorreu pouco depois de Washington acusar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de chefiar cartéis de drogas.

Maduro rejeita as acusações e afirma que os Estados Unidos buscam uma mudança de regime para se apropriar das riquezas da Venezuela.

Nesta semana, a Venezuela denunciou uma "provocação militar" após Trinidad e Tobago receber a visita do navio de guerra USS Gravely, entre domingo e quinta-feira, para exercícios conjuntos com os Estados Unidos.

Em seu ponto mais próximo, Trinidad e Tobago fica a 11 quilômetros da Venezuela.

Contudo, o presidente Donald Trump declarou na sexta-feira que não planeja nenhum ataque contra a Venezuela.

"Não", respondeu Trump quando um repórter a bordo do Air Force One o questionou sobre notícias de que estaria considerando uma ofensiva contra a Venezuela. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, transmitiu a mesma mensagem em resposta a um artigo do jornal Miami Herald afirmando que as forças de Washington estavam prontas para atacar o país sul-americano.

"Suas 'fontes', que alegam ter 'conhecimento da situação', os induziram ao erro, levando-os a escrever uma notícia falsa", afirmou Rubio em uma publicação no X.

Duas semanas atrás, Trump disse ter autorizado operações clandestinas da CIA em território venezuelano e mencionou que estava considerando possíveis ataques terrestres contra cartéis de drogas.

md (EFE, AFP)

Pular a seção Manchete

Manchete

Pular a seção Outros temas em destaque