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Trump ameaça Cuba: "Façam um acordo antes que seja tarde"

11 de janeiro de 2026

Uma semana após a captura de Nicolás Maduro, presidente dos EUA ameaça regime cubano: "Não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba". Governo em Havana responde: "Ninguém dita o que fazemos".

Donald Trump
"Cuba viveu por muitos anos das vastas quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela, mas isso acabou!", escreveu TrumpFoto: Alex Wong/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11/01) que o regime de Cuba deveria "fazer um acordo antes que seja tarde demais".

"Não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba – zero!", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social. "Recomendo fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais", acrescentou.

"Cuba viveu por muitos anos das vastas quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu 'serviços de segurança' aos dois últimos ditadores venezuelanos, mas isso acabou!", diz a mensagem.

A ameaça é feita uma semana depois da operação militar em Caracas que capturou o mandatário da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores.

Maduro e Flores encontram-se detidos nos Estados Unidos e se declararam inocentes de uma série de acusações na Justiça americana.

"Cuba é uma nação livre"

Logo após, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu que "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos", escreveu o líder da ilha em publicação na rede social X, após enfatizar que seu país "está se preparando" e "pronto para defender a pátria até a última gota de sangue".

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, escreveu em uma publicação nas redes sociais que Cuba, "ao contrário dos EUA", não tem "um governo que se preste a atividades mercenárias, chantagem ou coerção militar contra outros Estados".

Em relação às importações de petróleo, Rodríguez afirmou que seu país "tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exercem seu próprio direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos EUA".

"A lei e a justiça estão do lado de Cuba. Os EUA se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo", acrescentou.

as/md (Lusa, EFE, AFP)

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