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Trump diz que espaço aéreo da Venezuela está fechado

29 de novembro de 2025

Anúncio eleva tensões entre Estados Unidos e país sul-americano. Em resposta a "ameaça colonialista", regime de Nicolás Maduro suspende direitos de companhias aéreas.

Aeronaves americanas fazem manobra próximo à Venezuela; foto do dia 13 de novembro de 2025
Estados Unidos mantêm contingente militar significativo no Caribe [imagem do dia 13 de novembro de 2025]Foto: Mc2 Daniel Ruiz/U.S. Navy/Planet Pix/ZUMA/picture alliance

Numa nova escalada das tensões com a Venezuela desde que deslocou um contingente militar significativo até a região sob a justificativa de combater o narcotráfico, o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , anunciou neste sábado (29/11) o fechamento "total" do espaço aéreo do país governado por Nicolás Maduro .

"A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e de pessoas, por favor considerem o espaço aéreo acima e no entorno da Venezuela completamente fechado", escreveu em uma postagem na rede social Truth Social.

A Venezuela classificou a declaração de Trump como "hostil, unilateral e arbitrária", além de uma "ameaça colonialista".

O governo de Caracas ainda revogou os direitos de operação de seis grandes companhias aéreas que suspenderam voos ao país: a brasileira Gol, a colombiana Avianca, a filial colombiana da Latam, a espanhola Iberia, a portuguesa Tap e a turca Turkish Airlines.

Na semana passada, o órgão regulador da aviação americana advertira grandes companhias aéreas sobre uma "situação potencialmente perigosa" em rotas que passam sobre a Venezuela devido à "situação de segurança piorada e atividade militar elevada" no país ou em seu entorno.

Sites de rastreamento de aeronaves registraram, ao longo dos últimos dias, atividade constante de caças americanos a apenas algumas dezenas de quilômetros da costa venezuelana. 

A República Dominicana, vizinha da Venezuela, também concedeu permissão aos Estados Unidos esta semana para usar instalações aeroportuárias como parte do seu destacamento. Já a nação insular de Trinidad e Tobago, a poucos quilômetros do território venezuelano, sediou recentemente exercícios do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

Guerra às drogas

Desde o início de setembro, o governo Trump aumentou a pressão sobre a Venezuela, com um importante deslocamento militar no Caribe que inclui o maior porta-aviões do mundo .

A Casa Branca afirma agir para deter o tráfico de drogas a partir do país latino-americano, enquanto o regime de Maduro acusa os EUA de agirem para tentar forçar uma mudança de governo.

Ao menos 83 pessoas já foram mortas em mais de 20 ataques americanos contra supostos "narcoterroristas" no Caribe e no leste do Pacífico.

Por enquanto, Washington não apresentou evidência de que as embarcações eram usadas para transportar drogas ou representavam uma ameaça aos Estados Unidos.

Na sexta-feira (28/11), o jornal New York Times informou que Trump e Maduro conversaram por telefone, na semana passada, sobre a possibilidade de se reunirem nos EUA. No dia anterior, Trump sugerira que um ataque americano por terra contra traficantes estaria próximo.

ra/ht (Reuters, AFP)

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