Trump promete "boom econômico" antes de ano eleitoral
18 de dezembro de 2025
Presidente dos EUA enaltece feitos de sua gestão em meio a desempenho econômico ruim e alta dos preços. Em baixa nas pesquisas, republicano culpa Joe Biden e promete melhorias, temendo perder maioria no Congresso.
Discurso, de Trump, transmitido de uma sala com decoração natalina, foi marcado por um forte tom queixosoFoto: Doug Mills/The New York Times/AP Photo/picture alliance
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Em um raro pronunciamento noturno da Casa Branca nesta quarta-feira (17/12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de elogios à sua gestão e atribuiu a culpa pelos problemas do país ao seu antecessor, enquanto seu partido se prepara para uma difícil eleição de meio de mandato no próximo ano.
"Há onze meses, herdei uma bagunça e estou tendo que consertar", disse Trump em um discurso proferido em ritmo surpreendentemente acelerado que durou pouco menos de 20 minutos.
O republicano, que frequentemente se queixa de não receber o devido crédito por suas realizações, ofereceu poucas soluções políticas para lidar com os preços altos no país. Ao contrário, seu discurso, transmitido de uma sala enfeitada com decoração natalina, foi marcado por um forte tom de lamúrio.
Ele culpou o democrata Joe Biden, que o antecedeu no cargo, por uma suposta invasão de migrantes , pela alta dos crimes violentos , pelos direitos transgêneros e por acordos comerciais anteriores, descrevendo o que chamou de um sistema corrupto.
Trump criticou Biden por permitir que os Estados Unidos fossem "invadidos por um exército de 25 milhões de pessoas" durante seu mandato – números que os republicanos utilizam desde meados de 2024, quando Trump estava em campanha presidencial, e que já foram amplamente desmentidos por verificadores de fatos.
Estima-se que cerca de 7,4 milhões de imigrantes indocumentados cruzaram ilegalmente a fronteira dos EUA durante o governo Biden. Se incluídos os imigrantes irregulares que entraram no país através dos postos de controle legais, esse número subiria para pouco mais de 10 milhões de pessoas, de acordo com a emissora NBC e outros veículos de imprensa americanos.
Discurso oferece poucas soluções
Trump elogiou o trabalho de seu governo em 2025 em uma série de questões, desde a diminuição das travessias de fronteira até a redução dos preços de alguns produtos, e prometeu que o país estará mais forte no próximo ano.
O presidente destacou seus esforços para reforçar a segurança na fronteira e mencionou deportações em massa, afirmando que seu governo estava removendo criminosos do país.
Trump defendeu sua política de deportações dizendo que está expulsando criminosos do paísFoto: Sgt.1c Nicholas De La Pena/U.S A/Planet Pix via ZUMA Press Wire/picture alliance
Entre as poucas iniciativas políticas mencionadas no discurso, Trump anunciou que seu governo enviaria um "dividendo aos guerreiros" de 1.776 dólares (R$ 9,8 mil) para 1,45 milhão de militares americanos na próxima semana. Ele também apoiou uma proposta republicana para enviar dinheiro diretamente à população para compensar os custos dos seguros de saúde, em vez de fornecer subsídios por meio do Affordable Care Act (Lei de Acesso à Saúde). Essa proposta, no entanto, ainda não recebeu apoio suficiente no Congresso.
"Quero que o dinheiro vá diretamente para as pessoas para que vocês possam pagar seu próprio plano de saúde", disse Trump, afirmando que "os únicos perdedores serão as seguradoras."
De maneira surpreendente, ele dedicou pouco tempo a assuntos externos, tema que ocupou grande parte do primeiro ano de seu segundo mandato. O líder americano fez uma breve menção à guerra na Faixa de Gaza , mas não mencionou o conflito na Ucrânia ou as tensões envolvendo a Venezuela .
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"Boom econômico" em 2026?
Embora tenha culpado a presidência de Biden, Trump admitiu que os preços continuam altos, mas argumentou que o país estava preparado para um "boom econômico". "Estou reduzindo esses preços altos, e reduzindo-os muito rapidamente", afirmou.
Trump disse ter atraído 18 trilhões de dólares em investimentos que criarão empregos e abrirão fábricas, creditando os avanços principalmente a sua política tarifária. "Há um ano, nosso país estava morto [...] agora, somos o país mais atraente do mundo."
Ele culpou os democratas por lhe entregarem um "desastre inflacionário", "o pior da história do nosso país", e disse que os preços estão caindo rapidamente.
Isso, no entanto, não se reflete nos números da inflação, que vinham caindo durante os primeiros meses da presidência de Trump, mas voltaram a subir depois que o presidente anunciou suas tarifas em abril.
Os dados sobre a inflação estão praticamente nos mesmos patamares de quando ele assumiu o cargo, após terem caído significativamente antes do fim do mandato de Biden.
O índice de preços ao consumidor foi de 3% em setembro, a mesma taxa de janeiro, um ligeiro aumento em relação aos 2,9% de dezembro, o último mês completo de Biden no cargo.
Em uma pesquisa da AP-Norc deste mês, a grande maioria dos adultos americanos disse ter notado nos últimos meses preços mais altos do que o normal para alimentos, eletricidade e presentes de Natal.
Eleição de meio de mandato
Trump prometeu melhoras para o próximo ano, citando suas políticas tributárias, tarifas e planos para substituir o presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano.
Essas seriam boas notícias para os correligionários de Trump, que devem enfrentar dificuldades para manter o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições de novembro de 2026. Quase um ano antes do pleito, os democratas já destacam preocupações com a acessibilidade financeira e em relação à política de saúde.
A política tarifária de Trump criou incertezas e elevou os preços no país. Trump, assim como Biden antes dele, tem lutado para convencer os americanos de que a economia está saudável.
O discurso ocorreu apenas um dia antes de uma muito aguardada atualização dos dados da inflação no país, divulgada pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho. Depois de atingir a mínima de quatro anos, de 2,3%, em abril, apenas três meses após o início do segundo mandato de Trump, a inflação anual vem aumentando gradativamente.
Trump admitiu que os preços continuam altos, mas prometeu melhoras para 2026Foto: Amy Katz/ZUMA Press Wire/IMAGO
De modo geral, dados recentes do governo mostram que o crescimento da economia teve uma leve recuperação após a contração registrada nos primeiros meses do ano. No entanto, os números também mostram que o crescimento do emprego desacelerou durante o segundo mandato de Trump. O desemprego subiu para o nível mais alto em quatro anos e os preços ao consumidor permanecem altos.
"Triste tentativa de distração"
Uma nova pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira mostrou que apenas 33% dos adultos americanos aprovam a forma como Trump lidou com a economia.
Após o discurso, os democratas disseram que Trump ofereceu poucas soluções para as preocupações dos americanos.
O senador Mark Warner, da Virgínia, chamou o discurso de "uma triste tentativa de distração", enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, potencial candidato democrata à Presidência em 2028, simplesmente postou a palavra "eu" – se referindo a Trump – mais de 700 vezes.
rc/md (AP, Reuters, DW)
O mês de dezembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Adam Gray/REUTERS
O mundo se despede de 2025
Cidades no globo festejaram a virada. Em Jacarta, na Indonésia, crianças usaram adereços na cabeça para dar boas-vindas a 2026. Entre as primeiras nações a saudar o Ano Novo, a Austrália teve a festa ofuscada pelo trauma do massacre da praia de Bondi, em 14 de dezembro, em que 15 pessoas foram mortas. Uma hora antes da meia-noite, as vítimas foram homenageadas com um minuto de silêncio. (31/12)
Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/REUTERS
Roubo a banco cinematográfico na Alemanha
Usando uma furadeira de grande porte, uma gangue conseguiu perfurar uma parede da câmara forte de uma agência do banco Sparkasse, na cidade alemã de Gelsenkirchen. Mais de 3 mil cofres foram arrombados, e mais de 2.500 clientes afetados – um dos maiores assaltos da Alemanha do pós-guerra, como afirmou a agência de notícias alemã dpa. (30/12)
Foto: Polizei Gelsenkirchen/dpa/picture alliance
Trump confirma primeiro ataque em terra dos EUA na Venezuela
Presidente disse que forças americanas destruíram área de carregamento de supostos barcos que traficavam drogas, no que pode ser considerado o primeiro ataque terrestre na Venezuela da campanha militar dos EUA para combater o narcotráfico e pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro. (29/12)
Foto: Eva Marie Uzcategui/REUTERS
Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês
Brigitte Bardot, a lendária atriz francesa, ícone feminino dos anos 1960 e fervorosa ativista dos direitos dos animais, morreu aos 91 anos. Saudada por Simone de Beauvoir em 1959 como "locomotiva da história das mulheres", ela se destacou como defensora dos direitos dos animais e polarizou com discurso xenófobo. (28/12)
Foto: Valery Hache/AFP
Moraes decreta prisão domiciliar de dez condenados por golpe
Após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica contra outros dez condenados pela trama golpista, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
São alvos da decisão réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe, que foram condenados pela Primeira Turma do STF. (27/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso no Paraguai com passaporte falso
Vasques foi preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador usando um passaporte paraguaio incompatível com seus dados pessoais. A prisão ocorreu após a PF detectar o rompimento de sua tornozeleira eletrônica e acionar autoridades nas fronteiras. Moraes classificou o episódio como tentativa de fuga e decretou sua prisão preventiva. (26/12)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Papa pede "coragem" para acabar com guerra da Ucrânia
Em sua primeira mensagem de Natal como chefe do Vaticano, o Papa Leão 14 instou a Rússia e a Ucrânia a encontrarem "coragem" para um "diálogo sincero, direto e respeitoso" na busca por um acordo de paz. Leão 14 ainda pregou por "justiça, paz e estabilidade para o Líbano, Palestina, Israel e Síria", com renovação das promessas pelo fim das guerras. (25/12)
Foto: Yara Nardi/REUTERS
Em mensagem de Natal, presidente alemão destaca importância de laços comunitários
Em seu tradicional discurso de Natal à nação, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, destacou a importância dos laços comunitários e da cooperação, exortando os alemães a trabalharem em conjunto e a ajudar uns aos outros em tempos difíceis.
"Na escuridão, brilha uma luz", disse Steinmeier, que ocupa a Presidência federal da Alemanha desde 2017. (24/12)
Foto: Bundespresseamt
Greta Thunberg presa no Reino Unido com base em Lei Antiterrorismo
A polícia britânica prendeu a ativista sueca Greta Thunberg durante um protesto pró-palestinos em Londres. O grupo Defend Our Juries afirmou que ela foi detida sob a Lei Antiterrorismo do país após segurar um cartaz declarando apoio a presos ligados à Palestine Action, uma organização que o governo britânico classificou como terrorista. (23/12)
Foto: Prisoners for Palestine/REUTERS
Banksy revela nova obra de arte em Londres
O artista de rua britânico Banksy revelou sua mais recente obra no subúrbio de Bayswater, em Londres, dois dias depois de um grafite idêntico ter aparecido na Oxford Street, no centro da cidade. O mural em preto e branco retrata duas crianças com jaquetas de inverno, gorros e botas de borracha deitadas de costas, olhando e apontando para cima. (22/12)
Foto: Stefan Rousseau/AP Photo/picture alliance
Drones viram desafio de segurança na Alemanha
O aparecimento de drones desconhecidos nos céus tem se tornado um desafio de segurança para a Alemanha. Em mercados de Natal, aeroportos ou áreas militares, sobrevoos não autorizados acendem alerta de espionagem ou sabotagem. Governo federal aposta em maior controle. (21/12)
Foto: Angelika Warmuth/REUTERS
Alemanha marca um ano de ataque a feira de Natal em Magdeburg
A cidade de Magdeburg, na Alemanha, homenageou as vítimas do ataque contra um mercado de Natal que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em 2024. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, disse que "raiva e fúria" eram permissíveis diante de crimes cruéis. O caso acirrou os discursos políticos sobre a migração na campanha para as eleições federais de 2025, que levaram Merz ao poder. (20/12)
Foto: Hendrik Schmidt/dpa/picture alliance
Ucrânia recebe apoio de 90 bilhões de euros da UE
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, visitou a Polônia no dia em que a União Europeia (UE) concordou em fornecer um empréstimo sem juros de 90 bilhões de euros (R$ 582 bilhões) ao seu país. O apoio servirá para atender às necessidades militares e econômicas pelos próximos dois anos, em meio à guerra contra a Rússia. (19/12)
Foto: PRESIDENT OF UKRAINE/apaimages/IMAGO
Agricultores protestam em Bruxelas contra acordo UE-Mercosul
Agricultores incendiaram pneus e lançaram batatas e ovos contra a polícia de choque em Bruxelas, em protesto contra o acordo de livre comércio Mercosul-UE. Diante do Parlamento Europeu, houve cenas de violência, fogos de artifício e vandalismo. Após reunição de líderes europeus, a assinatura do tratado foi adiada. (18/12)
Senado aprova PL que reduz tempo de prisão de Bolsonaro
O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção, o PL da Dosimetria. A proposta prevê a redução de penas de centenas de condenados pelos atentados às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Texto vai para sanção presidencial. (17/12).
Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS
Dembélé (esq.) é escolhido melhor jogador do ano pela Fifa
Ousmane Dembélé foi o grande vencedor do prêmio The Best 2025, da Fifa. O francês, que atua pelo PSG, recebeu o trófeu de melhor jogador do ano das mãos do presidente da entidade, Gianni Infantino (à direita). O espanhol Lamine Yamal ficou em segundo, e o também francês Kylian Mbappé, em terceiro. Dembélé já havia levado a Bola de Ouro, da "France Football", de melhor jogador de 2025. (16/12)
O diretor Rob Reiner e sua esposa, Michele Singer, foram encontrados mortos em Los Angeles, nesse domingo (14/12). O principal suspeito do homicídio é o filho do casal, Nick Reiner, de 32 anos. Rob tinha 78 anos e dirigiu títulos como "Harry e Sally" (1989), "Conta Comigo" (1986) e "Spinal Tap" (1984). O diretor também militou em causas progressistas e foi um ferrenho crítico de Trump. (15/12)
Foto: Steven Bergman/AFF/ABACA/picture alliance
Homem desarma atirador em ataque na Austrália
Vídeo mostra um homem desarmando um atirador durante ataque em que morreram ao menos 12 na praia de Bondi, em Sydney, Austrália, incluindo um dos agressores. A polícia australiana informou que dois homens abriram fogo contra a multidão. Um deles foi morto por policiais. O outro suspeito foi internado em estado crítico. O ocorrido foi classificado de ataque terrorista pelas autoridades. (14/12)
Foto: BNONews/X
Tumulto em turnê de Messi pela Índia
Fãs revoltados derrubaram barricadas, arremessaram cadeiras e invadiram o gramado de um estádio em Calcutá, após o jogador de futebol Lionel Messi ser retirado da arena mais cedo que o esperado, apesar do alto preço dos ingressos. Ele deveria disputar uma partida de exibição, o que não aconteceu. O craque argentino de 38 anos, jogador do Inter Miami, faz uma turnê de três dias pelo país. (13/12)
Foto: Sahiba Chawdhary/REUTERS
EUA retiram sanções da Lei Magnitsky contra Moraes e esposa
A Casa Branca retirou o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. Utilizada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos, as sanções foram impostas em julho em retaliação ao papel do ministro no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. (12/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Protestos da geração Z derrubam primeiro governo na Europa
O primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, renunciou ao cargo diante de protestos em massa liderados pela Geração Z. A manifestação ocorre na esteira de outros atos comandados por jovens que já derrubaram governos em Bangladesh, Nepal, Sri Lanka e Madagascar. A queda do governo búlgaro ocorre apenas algumas semanas antes da entrada do país na zona do euro. (11/12)
Foto: Dimitar Kyosemarliev/AFP
Ex-presidente da Bolívia é preso
O ex-presidente da Bolívia Luis Arce foi preso a pouco mais de um mês de deixar o cargo. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação contra Arce, que governou a Bolívia entre 2020 e 2025, por suposto desvio de recursos do Fundo Indígena, destinado ao desenvolvimento de comunidades indígenas e camponesas. (10/12)
Senado aprova PEC do marco temporal das terras indígenas
O Senado aprovou a PEC que institui o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O texto, que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, inclui na Constituição que os territórios devem ser demarcados apenas conforme sua ocupação no ano de 1988. O marco temporal é fortemente criticado pelos povos originários e entidades de direitos humanos e defendida pelo agronegócio. (09/12)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Países da UE endurecem política migratória
Ministros do Interior dos 27 países-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre um significativo endurecimento da política comum de asilo. Medidas incluem criação de centros de retorno fora do bloco, rejeição de migrantes nas fronteiras e penas mais rígidas para quem não cooperar com processo de deportação. Mudanças dependem de aval do Parlamento Europeu. (08/12)
Foto: Judith_Buethe
Merz visita Israel
O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, cumpriu sua primeira visita oficial a Israel desde que assumiu o cargo em maio. O líder alemão reafirmou o que chamou de "responsabilidade histórica" do seu país na "defesa" e "segurança" de Israel e disse que a Alemanha não pretende reconhecer um Estado palestino num futuro próximo. (07/12)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Homens armados matam pelo menos 11 pessoas em albergue na África do Sul
Homens armados invadiram um albergue na capital da África do Sul e mataram pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança de três anos, e feriram mais de uma dúzia de outras. A polícia informou que está investigando se os assassinatos estão relacionados a um bar dentro do albergue que poderia estar vendendo álcool ilegalmente. (06/12)
Foto: Gianluigi Guercia/AFP
Alemanha aprova alistamento militar obrigatório
O Parlamento alemão aprovou uma nova lei sobre o serviço militar. A legislação reintroduz na Alemanha o alistamento militar obrigatório a todos os homens com mais de 18 anos, que havia sido suspenso em 2011. A nova exigência de alistamento, porém, não leva ao serviço militar obrigatório. (05/12)
Foto: Hannes P. Albert/dpa/picture alliance
Steinmeier em visita histórica ao Reino Unido
No segundo dia de uma turnê de três dias no Reino Unido, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, discursou no parlamento britânico, honra dada a poucos estrangeiros. A viagem é a primeira visita de Estado no país de um presidente alemão em 27 anos. Em seu pronunciamento, Steinmeier ressaltou a importância atual de uma cooperação mais estreita entre Londres e Berlim. (04/12)
Foto: Kin Cheung/AP Photo/picture alliance
EUA são denunciados a comissão da OEA por ataque a barco no Caribe
Família de pescador colombiano morto em ação militar dos EUA contra supostos "narcoterroristas" acusou o governo Trump de execução extrajudicial em denúncia formal à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). É a primeira queixa formal desde o início dos ataques na região, em setembro. Órgão não tem poder de impor cumprimento de decisões, mas pode constranger a Casa Branca. (03/12)
Foto: U.S. Southern Command/NTB/IMAGO
Ex-chefe da diplomacia da União Europeia é presa na Bélgica
Federica Mogherini, que acumulou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia entre 2014 e 2019, foi uma das 3 pessoas detidas pela polícia no âmbito de investigação sobre corrupção em escola de formação de diplomatas. A italiana dirige o Colégio da Europa desde 2020 e, em 2022, assumiu também a direção da Academia Diplomática da UE. (02/12)
Foto: Sebastian Christoph Gollnow/dpa/picture alliance
Hong Kong em luto após pior incêndio residencial do mundo desde 1980
Número de vítimas foi revisado para 151 após outros corpos serem encontrados, e 14 suspeitos foram presos. Autoridades constataram que as redes de proteção no exterior do complexo de edifícios falharam em evitar que as chamas se espalhassem. (01/12)