Trump veta a entrada de cidadãos de 12 países nos EUA
5 de junho de 2025
Nacionais de outros sete países terão entrada restringida. Medida remonta ordem do primeiro mandato do presidente, quando proibiu o ingresso de cidadãos de nações de maioria muçulmana.
Dos 19 países afetados pela mudança, nove são de maioria muçulmanaFoto: Ronen Tivony/ZUMA Press/IMAGO
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O presidente americano, Donald Trump, assinou um decreto nesta quarta-feira (04/06) proibindo a entrada de cidadãos de 12 países nos Estados Unidos, alegando que a medida é necessária para proteger o país de "terroristas estrangeiros" e outras ameaças à segurança.
Agora, os países afetados pelo novo veto de viagem são: Afeganistão, Mianmar, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.
Cidadãos de outras sete nações – Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela – terão o acesso parcialmente restrito. Eles não poderão ir aos EUA de forma permanente, ou obter visto de turista ou estudante.
Dos 19 países afetados pela mudança, nove são de maioria muçulmana. A decisão entra em vigor na próxima segunda-feira, dia 9 de junho. Vistos emitidos antes dessa data não serão revogados. Atletas com viagem programada aos EUA para a Copa do Mundo de 2026 ou os Jogos Olímpicos de 2028e portadores de green card não foram afetados pela decreto.
"Não permitiremos que pessoas entrem em nosso país com a intenção de nos fazer mal", disse Trump em um vídeo publicado no X. Ele afirmou que a lista pode ser revisada para incluir mais nações.
Segundo o republicano, os países sujeitos às restrições mais severas foram determinados por abrigarem uma "presença em larga escala de terroristas", não cooperarem com a segurança de vistos, não conseguirem verificar a identidade de viajantes, terem registros criminais inadequados e altas taxas de permanência ilegal de cidadãos nos EUA.
"Não podemos ter migração aberta de qualquer país onde não possamos verificar e rastrear com segurança e confiança aqueles que buscam entrar nos Estados Unidos", afirmou o presidente. Países como o Irã e Cuba foram diretamente classificados como "financiadores do terrorismo".
Ao anunciar a medida, o presidente citou o incidente do último domingo em Boulder, Colorado, no qual um homem jogou uma bomba incendiária em um grupo de manifestantes pró-Israel, como uma justificativa da necessidade das novas restrições. Um cidadão egípcio foi acusado pelo ataque. Autoridades federais disseram que o suspeito havia ultrapassado o tempo de permanência de seu visto de turista e estava com a permissão de trabalho vencida. O Egito, porém, não está na lista de países vetados.
Cuba foi um dos países que entrou na lista das restrições de TrumpFoto: Adalberto Roque/AFP
Estar nos EUA "é um grande risco"
A Somália respondeu ao anúncio e se comprometeu a trabalhar com os EUA para resolver questões de segurança. "A Somália valoriza seu relacionamento com os Estados Unidos e está pronta para dialogar a fim de abordar as preocupações levantadas", disse Dahir Hassan Abdi, embaixador somali no país, em nota.
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, descreveu o governo americano como fascista e alertou os venezuelanos sobre viagens aos EUA. "A verdade é que estar nos Estados Unidos é um grande risco para qualquer pessoa, não apenas para os venezuelanos... Eles perseguem nossos compatriotas, nosso povo, sem motivo."
Segundo documentos obtidos pela agência de notícias Reuters, o Paquistão também compunha a lista de países barrados pelos EUA, mas acabou sendo excluído da medida. O país abriga milhares de afegãos que atuavam em organizações ocidentais e fugiram do regime do Talibã, no Afeganistão, em 2021, e aguardam reassentamento nos EUA.
Críticos afirmam que a decisão se trata de um "veto étnico". "A medida é outro exemplo do presidente zombando das leis de imigração e segurança nacional para punir raças, religiões e ideias de que não gosta", disse Becca Heller, diretora do Projeto Internacional de Assistência a Refugiados ao jornal americano The New York Times.
Mais de 250 migrantes foram deportados dos EUA para a prisão de alta segurança salvadorenha Cecot em marçoFoto: El Salvador Presidency/Handout/Anadolu/picture alliance
Veto a países muçulmanos
O coletivo de Becca Heller liderou uma ação judicial contra uma primeira proibição de viagem imposta pelo republicano durante seu primeiro mandato, em 2017. Na ocasião, o presidente vetou a entrada de viajantes de sete países de maioria muçulmana. A política passou por várias revisões e tribunais antes de sua terceira versão ser confirmada pela Suprema Corte americana em 2018. A lista evoluiu posteriormente.
O Projeto Internacional de Assistência a Refugiados disse que a decisão da Suprema Corte foi um dos grandes fracassos da história do tribunal. Especialistas ouvidos pelo The New York Times acreditam que isto abre um precedente que blinda a atual medida de Trump de ser questionada nos tribunais. Ao revogar o veto em 2021, o ex-presidente Joe Biden disse que a medida era uma "uma mancha na consciência nacional".
Veto de 2017 contra muçulmanos gerou onda de críticas em todo o mundoFoto: picture alliance/NurPhoto/R. A. de Guzman
Proibição afeta programas do próprio governo americano
A proibição de viagem ameaça os planos de uma professora de 31 anos de Mianmar de participar de um programa de intercâmbio do próprio Departamento de Estado dos EUA, previsto para começar em setembro.
"Não é fácil se inscrever nem ser aceita, pois precisávamos de várias cartas de recomendação", disse a professora, que atualmente vive na Tailândia e pediu para não ser identificada, pois seu pedido de visto ainda está pendente.
"No meu caso, eu trabalharia em universidades que oferecem educação digital", acrescentou, dizendo que ainda não havia recebido atualizações do programa após o anúncio de Trump.
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Trump suspende visto para estudantes de Harvard
O novo governo de Trump tem se concentrado em uma estratégia rígida de controle de fronteiras. Em outubro de 2023, ele já havia antecipado seu plano ao prometer restringir pessoas da Faixa de Gaza, Líbia, Somália, Síria, Iêmen e "de qualquer outro lugar que ameace nossa segurança" se fosse presidente.
A diretiva faz parte da política de repressão à imigração lançada pelo presidente, que também incluiu a deportação de centenas de venezuelanos para El Salvador, e esforços para negar matrículas de estudantes estrangeiros.
Nesta quarta-feira, o republicano também suspendeu por seis meses os vistos para estrangeiros que pretendem estudar em Harvard, alegando preocupações com a segurança nacional e com o não cumprimento de exigências de agências federais. A matrícula destes alunos na universidade já havia sido bloqueada, mas a ordem foi suspensa pela justiça.
A decisão também orienta o secretário de Estado a considerar a revogação de vistos existentes para estudantes que se enquadrem nos critérios estabelecidos.
Segundo a Casa Branca, Harvard não forneceu informações suficientes sobre "atividades ilegais" de estudantes estrangeiros, falhou em responder adequadamente a incidentes de antissemitismo no campus e estava "negando a americanos trabalhadores oportunidades iguais ao favorecer certos grupos" por meio de seus programas de diversidade.
Harvard diz que continuará a defender seus estudantes estrangeirosFoto: AP/dpa/picture alliance
"Essas preocupações levaram o governo federal a concluir que a Universidade de Harvard não é mais uma administradora confiável de programas de intercâmbio e de estudantes internacionais", disse a nota.
O Escritório Internacional da universidade classificou o ato como "mais um passo retaliatório ilegal tomado pelo governo, em violação aos direitos de Harvard garantidos pela Primeira Emenda". "Harvard continuará a proteger seus estudantes internacionais", acrescentou a nota.
O presidente americano já havia acusado Harvard e outras universidades de elite dos EUA de permitirem o antissemitismo em seus campi devido aos protestos contrários à incursão militar de Israel em Gaza. Em abril, sua administração enviou uma lista de exigências à universidade, que se recusou a adotá-las.
gq/cn (reuters, dpa, ots)
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
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Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
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"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
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Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
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Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)