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Tunísia decreta estado de emergência

4 de julho de 2015

Medida, anunciada pelo chefe de Estado do país oito dias após ataque que matou 38 turistas em hotel litorâneo, dá poderes de exceção à polícia e às Forças Armadas.

Foto: picture alliance/landov/K. Nasraoui

O presidente da Tunísia, Béji Caïd Essebsi, decretou neste sábado (04/07) estado de emergência, oito dias depois do atentado que provocou a morte de 38 turistas num hotel no balneár#io de Port El Kantoui, nas proximidades de Sousse, leste do país.

A medida, que confere poderes de exceção à polícia e às Forças Armadas, tinha sido suspensa em 2014, após permaner em vigor desde janeiro de 2011, devido à fuga do presidente Zine El Abidine Ben Ali, e a agitação que lançou a Primavera Árabe.

Desde então, a Tunísia enfrenta o crescimento do movimento jihadista, responsável pela morte de dezenas de polícias e militares. Em três meses, o país foi atingido por dois atentados reivindicados pelo movimento "Estado Islâmico" (EI), matando 59 turistas estrangeiros, 21 deles no Museu Bardo, em Túnis, e 38 no hotel em Port El Kantaoui.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid, reconheceu que as autoridades de segurança demoraram para responder ao ataque da semana passada, realizado por um estudante, que disparou uma metralhadora indiscriminadamente contra turistas em Port El Kantaoui. "O tempo de reação - este é o problema", disse o chefe de governo à BBC. "A polícia foi bloqueada em todos os lugares", acrescentou.

MD/lusa/afp

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