UE minimiza alerta dos EUA sobre "extinção civilizacional"
6 de dezembro de 2025
Chefe da diplomacia do bloco diz que EUA são maior aliado da Europa e que continente "subestima seu próprio poder". Em estratégia de segurança, Washington critica europeus e visa reafirmar domínio americano no Ocidente.
"Há muitas críticas, mas acho que algumas delas são verdadeiras" disse Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE Foto: Dursun Aydemir/Anadolu/picture alliance
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A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou neste sábado (06/12) que os Estados Unidos continuam sendo o maior aliado da Europa, após o governo do presidente Donald Trump ter declarado em um importante documento estratégico que o continente enfrenta a ameaça de uma "extinção civilizacional" e pode um dia perder seu status de aliado confiável.
A nova estratégia de segurança nacional da Casa Branca, divulgada nesta sexta-feira, retrata os aliados europeus como enfraquecidos e visa reafirmar o domínio americano no Hemisfério Ocidental, além de aumentar sua influência na América Latina .
As declarações fazem parte do que Washington definiu como "um 'corolário Trump' à Doutrina Monroe" para "restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental". A Doutrina Monroe de 1823, formulada pelo presidente americano James Monroe, que visava originalmente se opor a qualquer interferência europeia no Hemisfério Ocidental, acabou sendo usada para justificar as intervenções militares dos EUA na América Latina.
A divulgação da nova estratégia de segurança gerou incômodo entre os aliados de longa data dos EUA na Europa por suas críticas contundentes às suas políticas de imigração e medidas associadas ao tema da liberdade de expressão, como o combate ao discurso de ódio e à disseminação de notícias falsas, que Washington interpreta como "censura".
Kallas: Europa "subestima seu próprio poder"
"Há muitas críticas, mas acho que algumas delas também são verdadeiras. Se você observar a Europa, ela tem subestimado seu próprio poder em relação à Rússia", disse Kallas em um painel no Fórum de Doha, no Catar.
"Deveríamos ter mais autoconfiança", disse, acrescentando que "os EUA ainda são nosso maior aliado". "Acho que nem sempre concordamos em todos os assuntos, mas o princípio geral permanece o mesmo. Somos os maiores aliados e devemos permanecer unidos", disse Kallas.
"A Europa tem subestimado seu próprio poder. Em relação à Rússia , por exemplo [...] deveríamos ter mais autoconfiança", disse a diplomata.
Ela, porém, criticou o papel dos EUA nas negociações de paz sobre a guerra na Ucrânia , no momento em que autoridades ucranianas e americanas iniciam o terceiro dia consecutivo de negociações em Miami, que visam pôr fim a mais de três anos de guerra com a Rússia.
Representantes dos EUA e da Ucrânia durante negociações em Miami sobre possível acordo de pazFoto: Eva Marie Uzcategui/REUTERS
O plano anunciado recentemente por Washington implica na cessão de territórios que a Rússia não conseguiu conquistar da Ucrânia no campo de batalha, em troca de promessas de segurança que não atendem às aspirações de Kiev de ingressar na Otan .
"Impor limitações e pressão à Ucrânia, na verdade, não nos traz uma paz duradoura", disse Kallas neste sábado. "Se a agressão for recompensada, veremos isso acontecer novamente, e não apenas na Ucrânia ou [na Faixa de] Gaza , mas em todo o mundo", acrescentou.
O que diz a estratégia de segurança dos EUA
A retórica utilizada na nova estratégia de segurança nacional é motivada pela filosofia "América em primeiro lugar" de Trump, que questiona décadas de relações estratégicas e prioriza os interesses dos americanos.
O documento sugere que os europeus enfrentam uma "perspectiva de extinção civilizacional" e levanta dúvidas sobre sua confiabilidade a longo prazo como parceiros dos americanos.
Ao mesmo tempo em que critica duramente as democracias da Europa e realiza uma campanha agressiva de ataques a embarcações supostamente criminosas na América Latina, Washington repreende os esforços de governos anteriores para exercer influência ou criticar nações do Oriente Médio e tenta desencorajar tentativas de mudanças nos governos e nas políticas desses países.
A primeira estratégia de segurança nacional do segundo mandato de Trump – cuja divulgação é obrigatória por lei – promove uma ruptura drástica com o curso estabelecido por seu antecessor, o democrata Joe Biden , que buscou revitalizar as alianças depois dos abalos sofridos por muitas delas no primeiro mandato do republicano na Casa Branca, e conter uma Rússia cada vez mais assertiva no cenário internacional.
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"Perda de identidade" na Europa
O fim da guerra entre Ucrânia e Rússia , que já dura quase quatro anos, é um objetivo que a estratégia de segurança nacional dos EUA diz ser de vital interesse para o país.
O documento, porém, deixa claro que os EUA querem melhorar seu relacionamento com a Rússia depois de anos em que Moscou foi tratado como um pária global e que o fim da guerra seria um meio para "restabelecer a estabilidade estratégica com a Rússia".
Washington acusa seus aliados europeus, que muitas vezes divergem de Trump em relação à guerra na Ucrânia , de estarem diante não apenas de desafios econômicos internos, mas também de uma crise existencial.
Segundo o texto, a estagnação econômica na Europa "é ofuscada pela perspectiva real e mais sombria de um apagamento civilizacional". "Caso as tendências atuais continuem, o continente estará irreconhecível em 20 anos ou menos. Assim, está longe de ser óbvio se certos países europeus terão economias e Forças Armadas suficientemente fortes para permanecerem aliados confiáveis", diz o texto.
O documento também menciona a ascensão de partidos políticos de ultradireita na Europa – os quais Washington vê como aliados – que têm se manifestado abertamente a contra a imigração irregular e as políticas climáticas .
"Os Estados Unidos incentivam seus aliados políticos na Europa a promoverem esse renascimento de espírito, e a crescente influência de partidos patrióticos europeus realmente dá motivos para grande otimismo", diz o documento americano.
Trump "soa como Putin"
A Comissão Europeia rejeitou veementemente as acusações contra a UE contidas na nova estratégia de segurança nacional.
A principal porta-voz da Comissão, Paula Pinho, rejeitou nesta sexta-feira as alusões de que a UE mina a liberdade política e a soberania, prejudica o continente com sua política migratória e dificulta a liberdade de expressão.
Ela, porém, não quis aprofundar os comentários sobre o posicionamento de Washington. "Ainda não tivemos tempo de analisá-la, avaliá-la, então não estamos em posição de comentar", disse a porta-voz.
"Não achamos que alguém precise nos dar conselhos", disse o ministro do Exterior alemão, Johann WadephulFoto: Thomas Trutschel/photothek.de/picture alliance
O ministro do Exterior da Alemanha, Johann Wadephul , reconheceu que os EUA são "nosso aliado mais importante" na Otan , mas disse que questões sobre liberdade de expressão ou "a organização de nossas sociedades livres" não fazem parte das discussões da aliança.
"Também não achamos que alguém precise nos dar conselhos sobre isso", disse Wadephul.
"A avaliação do presidente dos EUA sobre a Europa é muito tendenciosa, talvez devido a informações que ele recebeu de fontes equivocadas, como partidos radicais de direita na Europa, ou às vezes soa como Putin falando sobre a Europa."
Markus Frohnmaier, parlamentar do partido de ultradireita e anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) , descreveu a estratégia dos EUA como "um choque de realidade na política externa da Europa e, particularmente, da Alemanha".
O documento estratégico de Trump afirma que seu objetivo é combater o narcotráfico e controlar a migração . Os EUA também estão repensando sua presença militar na região. Isso significa, por exemplo, "desdobramentos direcionados para garantir a segurança da fronteira e derrotar os cartéis, incluindo, quando necessário, o uso de força letal para substituir a estratégia fracassada das últimas décadas de apenas aplicar a lei", diz o documento.
Oriente Médio e China
Segundo a estratégia, os EUA devem abandonar o "experimento equivocado dos EUA de importunar" nações do Oriente Médio , especialmente as monarquias no Golfo, sobre suas tradições e formas de governo.
Trump fortaleceu os laços com as nações da região e vê os países do Oriente Médio como terreno fértil para oportunidades econômicas. As nações árabes, segundo o documento, estão "emergindo como um local de parceria, amizade e investimento".
Em relação à China , os EUA sob Trump devem buscar "reequilibrar" as relações bilaterais , ao mesmo tempo em que combatem a postura agressiva de Pequim em relação à província autogovernada de Taiwan.
rc (AP, DPA, Reuters, AFP, DW)
O mês de dezembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Adam Gray/REUTERS
O mundo se despede de 2025
Cidades no globo festejaram a virada. Em Jacarta, na Indonésia, crianças usaram adereços na cabeça para dar boas-vindas a 2026. Entre as primeiras nações a saudar o Ano Novo, a Austrália teve a festa ofuscada pelo trauma do massacre da praia de Bondi, em 14 de dezembro, em que 15 pessoas foram mortas. Uma hora antes da meia-noite, as vítimas foram homenageadas com um minuto de silêncio. (31/12)
Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/REUTERS
Roubo a banco cinematográfico na Alemanha
Usando uma furadeira de grande porte, uma gangue conseguiu perfurar uma parede da câmara forte de uma agência do banco Sparkasse, na cidade alemã de Gelsenkirchen. Mais de 3 mil cofres foram arrombados, e mais de 2.500 clientes afetados – um dos maiores assaltos da Alemanha do pós-guerra, como afirmou a agência de notícias alemã dpa. (30/12)
Foto: Polizei Gelsenkirchen/dpa/picture alliance
Trump confirma primeiro ataque em terra dos EUA na Venezuela
Presidente disse que forças americanas destruíram área de carregamento de supostos barcos que traficavam drogas, no que pode ser considerado o primeiro ataque terrestre na Venezuela da campanha militar dos EUA para combater o narcotráfico e pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro. (29/12)
Foto: Eva Marie Uzcategui/REUTERS
Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês
Brigitte Bardot, a lendária atriz francesa, ícone feminino dos anos 1960 e fervorosa ativista dos direitos dos animais, morreu aos 91 anos. Saudada por Simone de Beauvoir em 1959 como "locomotiva da história das mulheres", ela se destacou como defensora dos direitos dos animais e polarizou com discurso xenófobo. (28/12)
Foto: Valery Hache/AFP
Moraes decreta prisão domiciliar de dez condenados por golpe
Após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica contra outros dez condenados pela trama golpista, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
São alvos da decisão réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe, que foram condenados pela Primeira Turma do STF. (27/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso no Paraguai com passaporte falso
Vasques foi preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador usando um passaporte paraguaio incompatível com seus dados pessoais. A prisão ocorreu após a PF detectar o rompimento de sua tornozeleira eletrônica e acionar autoridades nas fronteiras. Moraes classificou o episódio como tentativa de fuga e decretou sua prisão preventiva. (26/12)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Papa pede "coragem" para acabar com guerra da Ucrânia
Em sua primeira mensagem de Natal como chefe do Vaticano, o Papa Leão 14 instou a Rússia e a Ucrânia a encontrarem "coragem" para um "diálogo sincero, direto e respeitoso" na busca por um acordo de paz. Leão 14 ainda pregou por "justiça, paz e estabilidade para o Líbano, Palestina, Israel e Síria", com renovação das promessas pelo fim das guerras. (25/12)
Foto: Yara Nardi/REUTERS
Em mensagem de Natal, presidente alemão destaca importância de laços comunitários
Em seu tradicional discurso de Natal à nação, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, destacou a importância dos laços comunitários e da cooperação, exortando os alemães a trabalharem em conjunto e a ajudar uns aos outros em tempos difíceis.
"Na escuridão, brilha uma luz", disse Steinmeier, que ocupa a Presidência federal da Alemanha desde 2017. (24/12)
Foto: Bundespresseamt
Greta Thunberg presa no Reino Unido com base em Lei Antiterrorismo
A polícia britânica prendeu a ativista sueca Greta Thunberg durante um protesto pró-palestinos em Londres. O grupo Defend Our Juries afirmou que ela foi detida sob a Lei Antiterrorismo do país após segurar um cartaz declarando apoio a presos ligados à Palestine Action, uma organização que o governo britânico classificou como terrorista. (23/12)
Foto: Prisoners for Palestine/REUTERS
Banksy revela nova obra de arte em Londres
O artista de rua britânico Banksy revelou sua mais recente obra no subúrbio de Bayswater, em Londres, dois dias depois de um grafite idêntico ter aparecido na Oxford Street, no centro da cidade. O mural em preto e branco retrata duas crianças com jaquetas de inverno, gorros e botas de borracha deitadas de costas, olhando e apontando para cima. (22/12)
Foto: Stefan Rousseau/AP Photo/picture alliance
Drones viram desafio de segurança na Alemanha
O aparecimento de drones desconhecidos nos céus tem se tornado um desafio de segurança para a Alemanha. Em mercados de Natal, aeroportos ou áreas militares, sobrevoos não autorizados acendem alerta de espionagem ou sabotagem. Governo federal aposta em maior controle. (21/12)
Foto: Angelika Warmuth/REUTERS
Alemanha marca um ano de ataque a feira de Natal em Magdeburg
A cidade de Magdeburg, na Alemanha, homenageou as vítimas do ataque contra um mercado de Natal que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em 2024. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, disse que "raiva e fúria" eram permissíveis diante de crimes cruéis. O caso acirrou os discursos políticos sobre a migração na campanha para as eleições federais de 2025, que levaram Merz ao poder. (20/12)
Foto: Hendrik Schmidt/dpa/picture alliance
Ucrânia recebe apoio de 90 bilhões de euros da UE
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, visitou a Polônia no dia em que a União Europeia (UE) concordou em fornecer um empréstimo sem juros de 90 bilhões de euros (R$ 582 bilhões) ao seu país. O apoio servirá para atender às necessidades militares e econômicas pelos próximos dois anos, em meio à guerra contra a Rússia. (19/12)
Foto: PRESIDENT OF UKRAINE/apaimages/IMAGO
Agricultores protestam em Bruxelas contra acordo UE-Mercosul
Agricultores incendiaram pneus e lançaram batatas e ovos contra a polícia de choque em Bruxelas, em protesto contra o acordo de livre comércio Mercosul-UE. Diante do Parlamento Europeu, houve cenas de violência, fogos de artifício e vandalismo. Após reunição de líderes europeus, a assinatura do tratado foi adiada. (18/12)
Senado aprova PL que reduz tempo de prisão de Bolsonaro
O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção, o PL da Dosimetria. A proposta prevê a redução de penas de centenas de condenados pelos atentados às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Texto vai para sanção presidencial. (17/12).
Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS
Dembélé (esq.) é escolhido melhor jogador do ano pela Fifa
Ousmane Dembélé foi o grande vencedor do prêmio The Best 2025, da Fifa. O francês, que atua pelo PSG, recebeu o trófeu de melhor jogador do ano das mãos do presidente da entidade, Gianni Infantino (à direita). O espanhol Lamine Yamal ficou em segundo, e o também francês Kylian Mbappé, em terceiro. Dembélé já havia levado a Bola de Ouro, da "France Football", de melhor jogador de 2025. (16/12)
O diretor Rob Reiner e sua esposa, Michele Singer, foram encontrados mortos em Los Angeles, nesse domingo (14/12). O principal suspeito do homicídio é o filho do casal, Nick Reiner, de 32 anos. Rob tinha 78 anos e dirigiu títulos como "Harry e Sally" (1989), "Conta Comigo" (1986) e "Spinal Tap" (1984). O diretor também militou em causas progressistas e foi um ferrenho crítico de Trump. (15/12)
Foto: Steven Bergman/AFF/ABACA/picture alliance
Homem desarma atirador em ataque na Austrália
Vídeo mostra um homem desarmando um atirador durante ataque em que morreram ao menos 12 na praia de Bondi, em Sydney, Austrália, incluindo um dos agressores. A polícia australiana informou que dois homens abriram fogo contra a multidão. Um deles foi morto por policiais. O outro suspeito foi internado em estado crítico. O ocorrido foi classificado de ataque terrorista pelas autoridades. (14/12)
Foto: BNONews/X
Tumulto em turnê de Messi pela Índia
Fãs revoltados derrubaram barricadas, arremessaram cadeiras e invadiram o gramado de um estádio em Calcutá, após o jogador de futebol Lionel Messi ser retirado da arena mais cedo que o esperado, apesar do alto preço dos ingressos. Ele deveria disputar uma partida de exibição, o que não aconteceu. O craque argentino de 38 anos, jogador do Inter Miami, faz uma turnê de três dias pelo país. (13/12)
Foto: Sahiba Chawdhary/REUTERS
EUA retiram sanções da Lei Magnitsky contra Moraes e esposa
A Casa Branca retirou o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. Utilizada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos, as sanções foram impostas em julho em retaliação ao papel do ministro no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. (12/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Protestos da geração Z derrubam primeiro governo na Europa
O primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, renunciou ao cargo diante de protestos em massa liderados pela Geração Z. A manifestação ocorre na esteira de outros atos comandados por jovens que já derrubaram governos em Bangladesh, Nepal, Sri Lanka e Madagascar. A queda do governo búlgaro ocorre apenas algumas semanas antes da entrada do país na zona do euro. (11/12)
Foto: Dimitar Kyosemarliev/AFP
Ex-presidente da Bolívia é preso
O ex-presidente da Bolívia Luis Arce foi preso a pouco mais de um mês de deixar o cargo. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação contra Arce, que governou a Bolívia entre 2020 e 2025, por suposto desvio de recursos do Fundo Indígena, destinado ao desenvolvimento de comunidades indígenas e camponesas. (10/12)
Senado aprova PEC do marco temporal das terras indígenas
O Senado aprovou a PEC que institui o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O texto, que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, inclui na Constituição que os territórios devem ser demarcados apenas conforme sua ocupação no ano de 1988. O marco temporal é fortemente criticado pelos povos originários e entidades de direitos humanos e defendida pelo agronegócio. (09/12)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Países da UE endurecem política migratória
Ministros do Interior dos 27 países-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre um significativo endurecimento da política comum de asilo. Medidas incluem criação de centros de retorno fora do bloco, rejeição de migrantes nas fronteiras e penas mais rígidas para quem não cooperar com processo de deportação. Mudanças dependem de aval do Parlamento Europeu. (08/12)
Foto: Judith_Buethe
Merz visita Israel
O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, cumpriu sua primeira visita oficial a Israel desde que assumiu o cargo em maio. O líder alemão reafirmou o que chamou de "responsabilidade histórica" do seu país na "defesa" e "segurança" de Israel e disse que a Alemanha não pretende reconhecer um Estado palestino num futuro próximo. (07/12)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Homens armados matam pelo menos 11 pessoas em albergue na África do Sul
Homens armados invadiram um albergue na capital da África do Sul e mataram pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança de três anos, e feriram mais de uma dúzia de outras. A polícia informou que está investigando se os assassinatos estão relacionados a um bar dentro do albergue que poderia estar vendendo álcool ilegalmente. (06/12)
Foto: Gianluigi Guercia/AFP
Alemanha aprova alistamento militar obrigatório
O Parlamento alemão aprovou uma nova lei sobre o serviço militar. A legislação reintroduz na Alemanha o alistamento militar obrigatório a todos os homens com mais de 18 anos, que havia sido suspenso em 2011. A nova exigência de alistamento, porém, não leva ao serviço militar obrigatório. (05/12)
Foto: Hannes P. Albert/dpa/picture alliance
Steinmeier em visita histórica ao Reino Unido
No segundo dia de uma turnê de três dias no Reino Unido, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, discursou no parlamento britânico, honra dada a poucos estrangeiros. A viagem é a primeira visita de Estado no país de um presidente alemão em 27 anos. Em seu pronunciamento, Steinmeier ressaltou a importância atual de uma cooperação mais estreita entre Londres e Berlim. (04/12)
Foto: Kin Cheung/AP Photo/picture alliance
EUA são denunciados a comissão da OEA por ataque a barco no Caribe
Família de pescador colombiano morto em ação militar dos EUA contra supostos "narcoterroristas" acusou o governo Trump de execução extrajudicial em denúncia formal à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). É a primeira queixa formal desde o início dos ataques na região, em setembro. Órgão não tem poder de impor cumprimento de decisões, mas pode constranger a Casa Branca. (03/12)
Foto: U.S. Southern Command/NTB/IMAGO
Ex-chefe da diplomacia da União Europeia é presa na Bélgica
Federica Mogherini, que acumulou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia entre 2014 e 2019, foi uma das 3 pessoas detidas pela polícia no âmbito de investigação sobre corrupção em escola de formação de diplomatas. A italiana dirige o Colégio da Europa desde 2020 e, em 2022, assumiu também a direção da Academia Diplomática da UE. (02/12)
Foto: Sebastian Christoph Gollnow/dpa/picture alliance
Hong Kong em luto após pior incêndio residencial do mundo desde 1980
Número de vítimas foi revisado para 151 após outros corpos serem encontrados, e 14 suspeitos foram presos. Autoridades constataram que as redes de proteção no exterior do complexo de edifícios falharam em evitar que as chamas se espalhassem. (01/12)