Vítimas da repressão do Irã amargam sequelas e esquecimento
Atefeh Chaharmahaliyan
25 de agosto de 2026
Após as revoltas de janeiro de 2026, feridos lidam com amputações, lesões permanentes e trauma psicológico, enquanto o regime iraniano mantém truculência, inclusive com aumento de execuções, em meio à guerra.
Imagens de raio-X obtidas pela DW mostram ferimentos sofridos por manifestantes durante a repressão das forças de segurança aos protestos de janeiro no IrãFoto: Privat
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Em janeiro de 2026, semanas antes de Estados Unidos e Israel iniciarem os ataques contra o Irã, milhares de iranianos arriscaram a própria vida na maior e mais disseminada revolta popular já enfrentada pelo regime de Teerã.
Os protestos começaram em dezembro de 2025 em meio a queixas sobre as dificuldades econômicas, mas logo ganharam amplitude e intensidade.
As forças de segurança do regime, compostas por integrantes do Ministério da Inteligência, da milícia Basij e da Guarda Revolucionária Islâmica, enfrentaram os manifestantes nas ruas com disparos de armas de fogo e agressões físicas.
A magnitude da repressão provocou condenação internacional. Em determinado momento, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou realizar ataques militares contra o regime em resposta à violência adotada, dizendo aos manifestantes que "a ajuda está a caminho".
Mas a ajuda nunca chegou. À medida que a guerra avançou, a truculência do regime foi ofuscado, e o apoio à população iraniana saiu da pauta internacional.
Não há números precisos sobre o total de mortos ou feridos nos protestos de janeiro de 2026. As autoridades iranianas estimam o número de mortos em mais de 3.100.
No entanto, a Anistia Internacional destaca que, devido ao bloqueio da internet durante os protestos, à escala da repressão e à pressão exercida sobre as famílias das vítimas, o número real de mortes provavelmente é muito maior.
A organização Human Rights Activists no Irã (HRANA), sediada nos Estados Unidos, confirmou mais de 7.000 mortes e investiga milhares de outros casos.
Vítimas temem represália e dispensam tratamento médico
Sete meses após a repressão sangrenta, as vítimas lidam com feridas permanentes, além da perda de oportunidades de trabalho e estudo.
Obter informações de dentro do Irã é difícil e perigoso, e os entrevistados da DW optaram por usar pseudônimos por razões de segurança. A reportagem conseguiu entrar em contato com as vítimas por meio de redes de organizações de direitos humanos.
Um dos manifestantes, Massoud, foi enterrado há poucos dias, após passar meses sofrendo com ferimentos não tratados adequadamente. Ele havia sido atingido por centenas de chumbinhos durante manifestações em uma cidade nos arredores de Teerã.
Segundo parentes, que não quiseram revelar sua localização exata, Massoud foi atingido inicialmente na cabeça. Em seguida, um agente à paisana atirou em sua coxa e chutou repetidamente o ferimento, deslocando o fêmur da articulação do quadril.
Massoud lutou por meses contra as lesões. Seus familiares arrecadaram dinheiro para seu tratamento em casa, e ele passou por várias cirurgias, mas a infecção continuava a retornar e se espalhar. Nos últimos dias de vida, recusou novos tratamentos médicos. Segundo seu irmão, ele se sentia envergonhado por ser "um fardo" para a família.
Massoud tem vários projéteis alojados em sua cabeça, como é possível verificar em cópia de raio-X cedida por sua família
Hamid Hemmatpour, médico e integrante da diretoria da Associação Austríaca de Profissionais da Saúde pelos Direitos Humanos, disse à DW que o medo de prisão e a insegurança nos serviços de saúde obrigaram muitos feridos a buscar tratamento em casa.
Hemmatpour afirmou que o transporte e o atendimento dos feridos durante a repressão foram catastróficos.
Algumas vítimas foram transportadas em caminhonetes devido à falta de ambulâncias, enquanto outras morreram sufocadas a caminho do atendimento, empilhadas sob corpos de outros feridos.
"Durante dois dias de protestos, cerca de 2.000 feridos que precisavam de internação procuraram atendimento em apenas um dos hospitais centrais de uma das cidades, enquanto a unidade tinha capacidade de 400 leitos", afirmou.
"As forças de segurança, ao mesmo tempo, tentavam retirar alguns dos feridos mesmo naquele estado", acrescentou.
Forças de segurança "atiravam para matar"
Hemmatpour, citando relatos de médicos dentro do Irã, estima que o número de feridos seja de vários milhares.
Ele disse à DW que os ferimentos mais comuns ocorreram na cabeça, no pescoço e no tórax, seguidos por lesões no abdômen e nos membros. Acrescentou que a maioria dos ferimentos foi causada por munição real e armas automáticas. Segundo ele, os disparos direcionados à cabeça e ao tórax podem indicar intenção de matar.
Hemmatpour afirmou também que, em alguns casos, as forças de segurança atacaram pessoas com facas e facões em áreas do sul de Teerã depois que sua munição acabou.
Grande parte do que se sabe sobre a repressão aos manifestantes, porém, vem de organizações de direitos humanos.
A organização internacional sem fins lucrativos Iran House documentou casos como o de Naghmeh, uma estudante adolescente que perdeu um olho. Há ainda relatos como o de Mina, uma pianista que perdeu os movimentos dos dedos, e de Milad, um corredor que perdeu uma perna.
Mas as consequências da repressão não se limitaram aos manifestantes.
Mahshid Nazemi, ativista de direitos humanos e diretora de relações públicas da Iran House, afirmou que alguns dos feridos sequer participavam dos protestos. Eram pessoas baleadas enquanto faziam compras, voltavam de uma festa ou estavam em frente aos próprios estabelecimentos comerciais.
Nazemi disse que até mesmo famílias que apresentaram queixas sobre disparos indiscriminados que atingiram seus parentes passaram a ser alvo de processos movidos pelas forças de segurança.
Mahla, uma mulher de 32 anos e única provedora de três filhos, trabalhava no Bazar de Teerã antes dos protestos. Em 9 de janeiro, ao tentar retirar o filho adolescente de uma aglomeração, foi atingida por dezenas de chumbinhos disparados por integrantes da milícia Basij.
Com medo das forças de segurança, ela foi tratada em casa durante algum tempo, mas as infecções provocadas pelos ferimentos acabaram obrigando-a a procurar ajuda de enfermeiras conhecidas.
Sete meses depois, as lesões na perna direita e no punho ainda a impedem de voltar ao trabalho. A falta de seguro de saúde, as dificuldades financeiras e o aumento repentino do aluguel também a obrigaram a deixar sua casa.
"Eles estavam atirando para matar. Eu gostaria que tivessem me matado em vez de me deixarem incapacitada", disse à DW.
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"Achei que o regime estava acabado"
Nazemi afirmou que alguns adolescentes, após serem feridos, não querem mais continuar os estudos. A pressão psicológica sobre as mães, as dificuldades financeiras e os conflitos familiares também aumentaram.
Segundo ela, algumas das pessoas feridas, de atletas e cabeleireiros a pianistas e taxistas, foram obrigadas a passar por amputações após ferimentos graves e infecções, perdendo seus empregos ou perspectivas profissionais.
Ashkan tinha 17 anos quando foi ferido. Antes dos protestos, trabalhava como carregador no Bazar de Teerã enquanto aprendia joalheria, na esperança de seguir uma profissão que lhe permitisse sustentar a si mesmo e à mãe.
Ele participou dos protestos em Teerã no dia 8 de janeiro. Contou à DW que acreditava que Trump atacaria o país e colocaria fim ao governo da República Islâmica. Mesmo assim, deixou uma cópia de seu testamento sobre a mesa antes de sair de casa.
"Eu achava que eles estariam acabados até o fim do dia, que sairíamos às ruas e faríamos algum barulho", disse à DW.
"Eu estava usando máscara e escrevendo slogans no muro de uma mesquita com outros jovens do bazar quando um deles caiu no chão", contou.
Ashkan afirmou que uma bala atingiu diretamente o coração do amigo. O disparo teria sido feito por um atirador de elite posicionado em um telhado.
"Quando levantei a cabeça, tudo ficou escuro. Ouvi pessoas dizendo: 'Acertaram o olho dele'. Quando recuperei a consciência no hospital, vi que minha perna esquerda tinha sido amputada abaixo do joelho. Tudo estava embaçado."
Ashkan também perdeu um olho e continua sofrendo graves complicações porque fragmentos permanecem alojados em sua cabeça.
"O que me foi tirado não foi apenas uma perna e um olho; não existe mais futuro para mim e para minha mãe", disse.
Acredita-se que a força paramilitar Basij tenha atuado fortemente na repressão aos protestosFoto: Vahid Salemi/AP Photo/picture alliance
Regime mantém repressão
O regime da República Islâmica continua pressionando ou matando pessoas que considera ligadas aos protestos de janeiro.
Em julho e agosto de 2026, 12 pessoas foram condenadas à morte no âmbito do chamado caso da "Praça Alikhani", na cidade de Isfahan. Durante os protestos de 8 de janeiro, as autoridades afirmam que quatro integrantes das forças de segurança do governo foram mortos por manifestantes.
Cinco pessoas já foram executadas em conexão com o caso, duas delas em praça pública.
E as execuções continuam. Segundo um relatório da ONU, desde 19 de março de 2026, pelo menos 56 pessoas foram executadas sob acusações relacionadas à segurança nacional, entre elas 27 manifestantes dos protestos de janeiro de 2026.
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Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Lisi Niesner/REUTERS
Ucrânia ataca 2ª maior rede de comércio online da Rússia
A Ucrânia ampliou sua campanha de ataques com drones contra o setor de comércio eletrônico russo ao atingir quatro centros logísticos da Ozon, segunda maior varejista online do país. Kiev afirma que essas empresas integram a infraestrutura que sustenta o esforço de guerra russo. A ofensiva já havia se concentrado na Wildberries, chamada de "Amazon" russa. (24/08)
Foto: AFP
Ucrânia celebra Dia da Bandeira com a presença de líderes europeus
Em meio à guerra e aos contínuos ataques russos, a Ucrânia celebrou o Dia da Bandeira, em uma cerimônia conduzida pelo presidente Volodimir Zelenski e que contou com a presença de líderes dos países bálticos e nórdicos. Zelenski disse em seu discurso que a mera existência da Ucrânia é o que mais parece incomodar o presidente russo, Vladimir Putin, acima dos problemas do seu próprio país. (23/08)
Foto: Michael Sorrow/Anadolu/picture alliance
Robô supera recorde de Usain Bolt
Um robô humanoide desenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Honor correu 100 metros em 9,32 segundos, superando o recorde mundial humano detido pelo velocista jamaicano Usain Bolt. Chamado de Lightning, o robô atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo. O desempenho superou o recorde mundial masculino dos 100 metros de 9,58 segundos, estabelecido por Bolt em 2009. (22/08)
Foto: SGZ/CFoto/picture alliance
Turquia pede alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu
A Turquia solicitou a emissão de um alerta vermelho da Interpol contra o premiê israelense Benjamin Netanyahu, no âmbito de uma investigação sobre a interceptação de uma flotilha de ativistas que seguia para a Faixa de Gaza. A medida está vinculada a um mandado de prisão emitido pela Justiça turca em 14 de julho de 2026. (21/08)
Foto: Paulina Patimer/JNA/ZUMA/picture alliance
Seul diz que Coreia do Norte tem até 120 armas nucleares
A Coreia do Sul estima que a Coreia do Norte tenha entre 80 e 120 ogivas nucleares. Os números, citados pelo ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, baseiam-se em estimativas de organizações privadas de pesquisa. Um dia antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Pyongyang teria 57 armas nucleares. (20/08)
Foto: KCNA/KNS/AFP
Chefe da inteligência do Equador morre em acidente de helicóptero
O chefe de inteligência do Equador, Michele Sensi-Contugi, e sua esposa, Stephany Hollihan, morreram em um acidente aéreo no Quênia. A tragédia também deixou cinco cidadãos norte-americanos mortos. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre as circunstâncias do incidente. (19/08)
Foto: Rodrigo Buendia/AFP
Chuva traz alívio a equipes que combatem queimadas na Bélgica
Chuva e temperaturas mais amenas proporcionaram algum alívio natural às chamas nos incêndios florestais em High Fens, na Bélgica, mas, juntamente com os ventos, dificultaram o apoio aéreo e as operações dos aviões-tanque. A reserva natural de High Fens é uma vasta extensão de turfeiras pantanosas, pinhais e trilhas para caminhadas. (18/08)
Foto: Yves Herman/REUTERS
Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas
A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, no poço Morpho. A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que ainda não se sabe a quantidade de material na região. "Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área", afirmou. Iniciativa preocupa ambientalistas e críticos dos combustíveis fósseis. (17/08)
Foto: Panthermedia/Imago
Série de ataques atinge centros logísticos da "Amazon russa"
Ataques de drones ucranianos atingiram centros logísticos da Wildberries, maior plataforma de comércio eletrônico da Rússia. Um incêndio destruiu um armazém em Podolsk, enquanto outras instalações da empresa foram atingidas nos últimos dias em Tver e Salavat. Segundo a Data Insight, cerca de um terço da capacidade de armazenamento da companhia está prejudicada. (16/08)
Foto: REUTERS
Berlim homenageia vítimas de ataque durante megafesta eletrônica
Milhares participaram neste sábado da festa de música eletrônica "Rave the Planet", em Berlim, que começou com um minuto de silêncio pelas vítimas do ataque contra a parada LGBTQ+ ocorrido há três semanas no mesmo local. Sob forte esquema de segurança, o evento marcou a retomada das grandes celebrações na cidade após o atentado que matou uma mulher e deixou ao menos 31 feridos. (15/08)
Foto: Michael Kuenne/PRESSCOV/Sipa USA/picture alliance
Fogo leva à evacuação de 1.800 pessoas na Alemanha
Um incêndio florestal de grandes proporções na região de Eifel, no oeste do país, levou à retirada de quase 2 mil moradores de Hürtgenwald, na Renânia do Norte-Vestfália. Considerado o maior já registrado no estado, o fogo já consumiu ao menos 200 hectares de floresta. O combate às chamas mobiliza cerca de 300 agentes, helicópteros e as Forlas Armadas. (14/08)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
Putin visita ilha contestada e reacende disputa com Japão
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve pela primeira vez em Iturup, parte das ilhas Curilas. A viagem ao arquipélago parcialmente reivindicado pelo Japão provocou protestos em Tóquio. A área foi ocupada pela União Soviética nos dias finais da Segunda Guerra e permanece até sob controle russo. Tóquio reivindica quatro ilhas ao sul do arquipélago, inclusive Iturup. (13/08)
Foto: Gavriil Grigorov/AFP
Eclipse total do Sol na Europa
Fenômeno é o primeiro na Europa desde 1999. A chamada "faixa de totalidade", de onde foi possível observar o fenômeno por completo, passou pelo extremo norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e extremo nordeste de Portugal. A sombra da Lua percorreu cerca de 8.260 quilômetros em uma hora e meia. Na Espanha, eram esperados mais de 446 mil turistas. (12/08)
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Vulcão Etna causa transtorno no transporte aéreo da Itália
Uma nova erupção no Etna, o vulcão ativo mais alto da Europa, provocou interrupções no aeroporto de Catânia, que teve vários voos desviados. Com uma altura de cerca de 3,3 mil metros, o vulcão na Sicília está em fase de erupção, com a lava gerando uma nuvem vulcânica pelo sudeste da região. Para facilitar o deslocamento, a companhia ferroviária Trenitalia colocou mais trens à disposição. (11/08)
Foto: Salvatore Allegra/Anadolu Agency/IMAGO
Terremoto de 7,4 na Colômbia provoca destruição em larga escala
Um terremoto de magnitude 7,4 deixou centenas de mortos e milhares de feridos na Colômbia. O sismo teve epicentro em Chocó e causou o desabamento de residências e comprometeu estruturas de hospitais e escolas pelo país. Vários aeroportos também sofreram danos e suspenderam operações. O governo decretou estado de emergência e mobilizou equipes de resgate nas áreas mais afetadas. (10/08)
Foto: Santiago Saldarriaga/AP Photo/picture alliance
Ciclistas pelados percorrem Berlim para promover naturismo
Centenas de ciclistas percorreram nus ou seminus diversas ruas de Berlim em uma manifestação para promover o naturalismo e seus valores na Alemanha. Sob uma temperatura de 30°C na capital alemã, a manifestação atraiu cerca de 500 pessoas, informou a polícia. (09/08)
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Drones russos matam 3 pessoas da mesma família na Ucrânia
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Foto: State Emergency Service of Ukraine/Handout/REUTERS
Guerra com Irã leva militares dos EUA a pedir desligamento
Segundo reportagem de emissora alemã, relatos de mortes de civis, dúvidas sobre os objetivos da guerra e impasses no conflito têm levado cada vez mais oficiais a solicitarem reconhecimento como objetores de consciência para deixar serviço. (07/08)
Foto: Andrew Craft/Getty Images
Trump assina ordem executiva contra "turismo de grávidas"
O presidente dos Estados Unidos anunciou medidas para restringir o grupo de pessoas que adquirem a cidadania ao nascer em solo americano e evitar que estrangeiras viajem aos EUA apenas para dar à luz. Sucesso de Ordens executivas é incerto, já que a Suprema Corte já barrou outra iniciativa semelhante. (06/08)
Foto: Aaron Schwartz/AFP
Drone com explosivos é capturado em aeroporto da Alemanha
O aeroporto de Leipzig/Halle, no leste da Alemanha, teve o tráfego aéreo interrompido após um drone ser avistado e capturado próximo de uma aeronave ucraniana, estacionada no local. O drone tinha explosivos e um detonador acoplados, que foram desativados por especialistas da polícia federal alemã. O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, classificou o incidente como "uma ameaça séria". (05/08)
Foto: Hendrik Schmidt/dpa/picture alliance
Vulcão volta à atividade na Guatemala
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Foto: AFP
Romênia "explode" Danúbio para auxiliar produção de energia
As forças armadas da Romênia detonaram 180 kg de explosivos no Rio Danúbio para aumentar o fluxo do rio e melhorar o resfriamento da usina nuclear Cernavoda. O país declarou estado de emergência durante o mês de agosto, devido a uma queda na produção de eletricidade após os níveis do Danúbio terem atingido uma baixa recorde, o que levou ao desligamento do reator nuclear. (03/08)
Foto: Andreea Alexandru/AP Photo/picture alliance
Tragédia marca combate a incêndios na Grécia
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Foto: Costas Baltas/Anadolu
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Centenas de milhares de pessoas participaram neste sábado da tradicional Parada do Orgulho LGBTQ+ de Hamburgo, no norte da Alemanha, uma semana após um ataque terrorista que atingiu a marcha de Berlim. Um dos trios elétricos homenageu as vítimas da capital alemã. As autoridades reforçaram o esquema de segurança ao longo da parada. (1º/08)